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Viper - Theatre of Fate

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Depois do sucesso do disco de estreia, Soldoers of Sunrise (2987), o Viper se juntou com o produtor Roy M. Rowland para gravar aquele, que foi o seu disco definitivo da carreira: Theatre of Fate, de 1989. No mesmo ano, em que lançaram Beneath The Remains, do Sepultura, e Brasil, do Ratos de Porão, os "Menudos do Metal" estavam muito mais do que inspirados. Principalmente, os saudosos Pit Passarell e Andre Matos. Com oito faixas, o disco é uma epopeia que se junta o Metal com a música erudita. Até mesmo conjunto de cordas foi adicionado. A bateria foi gravado por Sérgio Facci (Vodu, Volkana), sendo que, no encarte, está o Guilherme Martin. Destaques para as faixas To Live Again, A Cry From The Edge, Living For The Night e Moonlight. As duas últimas merecem ser mencionadas. Com letra de Pit, Living... é a canção típica do Metal nacional, com sua veia melódica e bem trabalhada, com direito ao vocal soberbo de Andre. Já Moonlight, é uma releitura da famosa Sonata Clai...

Mark Lanegan - Sing Backwards And Weep: Memórias

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Mark Lanegan morreu em fevereiro de 2022, se tornando mais uma voz do Grunge a se apagar. Porém, ele deixou inúmeros livros que ele escreveu. Um deles foi Sing Backwards and Weep - Memórias. Nele, Mark conta tudo sobre sua vida sofrida, sob criação abusiva da sua mãe e do seu pai ausente. Ele virou um adolescente terrível, praticando bullying, se envolveu com drogas, álcool e virou vocalista do Screaming Trees. Embora tenha se tornado ícone do Grunge, sua vida financeira não correspondia, de forma satisfatória. Ele fez amizades ilustres, como Kurt Cobain e Layne Staley, e chegou a abrigar vagabundos em seu apartamento, para sustentar os vícios. Mark,em suas palavras, exorcizou seus profundos demônios, ao relatar seu vício e brigas generalizadas, com o vocalista do Oasis, Liam Gallagher. Depois de se livrar do vício, ele retomou sua carreira musical, entrando como colaborador e, também, em sua carreira solo.

Victor Souza - Apoteose

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Victor Souza é um prodígio da música erudita brasileira. Desde a história da música clássica tupiniquim, tivemos grandes gênios, como Carlos Gomes, Heitor Villa Lobos e Mozart Camargo Guarnieri. Mas, o garoto, de apenas 17 anos, vêm se destacando no piano clássico, com influências de Chopin, Scriabin e Rachmaninoff. Em sua trajetória, gravou dois EP’s, o Saltos & Fantasia e Brevi Etudes, mostrando toda sua carga emocional e intensa, mesmo que, de forma precoce. Agora, ele invoca seus ídolos, com seu terceiro registro, Apoteose, um trabalho conceitual, com apenas 4 faixas, mostrando ao mundo que, não importa a idade de um gênio, mas, vale a performance e a forma de ver o mundo, nas teclas do piano. A primeira faixa, Prelúdio, contém passagens sombrias e sensações de movimento, criando uma atmosféra de tensão e expectativa. Ou seja, é o primeiro respiro da narrativa, que vêm à seguir, de forma caótica. A segunda, Lírio, escrita em Dó Maior, apresenta calmaria, por meio de...

A Profecia (1976)

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Está escrito no Livro de Revelações. No 6º mês, no 6º dia e na 6ª hora da manhã, nascerá o filho do Anticristo, dando início ao confronto entre as forças do bem e do mal, antecipando a chegada do fim dos tempos. Foi com essa introdução bíblica que Richard Donner dirigiu um dos filmes mais assustadores de todos os tempos: A Profecia. Em Roma, no dia 6 de junho, às 6 horas da manhã, o embaixador americano Robert Tohrn (Gregory Peck) fica sabendo que seu bebê morreu após a gestação. Para não deixar sua esposa desolada, ele acaba adotando um bebê, que recebe o nome de Damien. Parecia ser um conto de fadas para essa família. Porém, à medida que a criança cresce, várias mortes acontecem com o passar do tempo. Robert finge que seria uma coincidência, mas o mesmo não acontece com sua esposa. Daí, um padre chega para alertá-lo sobre o perigo que ocorre em seu redor. Outro que também fica preocupado é o fotógrafo, que descobre alguns sinais coincidentes. Logo a seguir, tudo se encaix...

Herói (2002)

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Na China ancestral, bem antes de surgir o seu primeiro imperador, a nação era dividida em sete reinos. Qin, o soberano da província do Norte, sofre constantes ameaças e tentativas de assassinato. A preocupação é com três assassinos de elite, contratados por seus adversários. Um dos magistrados, conhecido como Sem Nome, entra no Palácio carregando armamentos dos matadores, que afirma ter derrotado os três, de uma só vez, após ter passado mais de uma década estudando a técnica da espada. Isso talvez seja um filme antigo de Kurosawa, mas é a história de Herói, filme de 2002, estrelado por Jet Li, e distribuído pela Miramax. Só foi conhecido pelo grande público, por causa de Quentin Tarantino, mesmo não ter envolvimento com a produção, mas, por ser entusiasta de filmes de artes Maciais, ele convenceu a Miramax de lançar em formato comercial, sob o subtítulo "apresentado por Quentin Tarantino". O personagem do Rei foi oferecido à Jackie Chan, que o recusou. Jet Li teve...

Rio Grande (ou Rio Bravo) (1950)

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Muito antes dos ícones de ação, como Clint Eastwood, Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone, Bruce Willis e Vin Diesel, nos anos 50, John Wayne era o percursor do que eu defino de macho-alfa. Um dos filmes mais emblemáticos da sua carreira foi o Rio Grande (ou Rio Bravo), de 1950, dirigido por John Ford. É o terceiro da Triilogia da Cavalaria, do mesmo diretor, junto com Fort Apache (1948) e Legião Invencível (1949), com o Wayne no papel de Capitão Kirby York, em Fort Apache, e Capitão Nathan Cutting Brittles, em Legião Invencível. Os filmes foram produzidos pela RKO Pictures. Em Rio Grande, Wayne retomava o papel de York, dessa vez, como tenente-coronel. Com o fim da Guerra Civil, York segue para Rio Grande, onde devem enfrentar os Apaches. Seu filho, Jefferson, era um dos recrutas, e que o pai não o vê há 15 anos. Os problemas aumentam wuando Kathleen, sua ex-mulher, surge para levar o filho de volta para casa e o confronto com os índios fica cada dia mais violento. Ri...

Morte em Veneza (1971)

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Pode-se dizer que, qualquer um tenha uma paixão platônica, seja com mulher, homem, ou homoafetivo. Às vezes, a obsessão por essa pessoa possa ser prejudicial por quem está apaixonado. Baseado no romance de Thomas Mann, Morte em Veneza foi dirigido por Luchino Visconti. A história conta a viagem do compositor Gustav von Aschrnbach (Dirk Bogarde) para Veneza, para se aprimorar no concerto. Em uma de suas andanças, ele desenvolve uma atração perturbadora por Tadzio (Björn Andrésen), um adolescente da nobreza poloneza, que fazia turismo com a família. À medida que essa paixão aumentava, ele ficava mais perturbado. Se fosse hoje em dia, ele seria um Stalker, e, com certeza, seria preso. Mas, era o século XIX. Segundo o Rotten Tomatoes, teve aprovação de 71%. Em 2018, foi selecionado para ser exibido na seção Clássicos de Veneza no 75º Festival Internacional de Cinema de Veneza. Em 2021, a Juno Films lançou o documentário The Most BeautifulbBoy In The World, em que Björn Andrésen...

Amores Brutos (2000)

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Na Vida real, um acidente de carro pode acontecer com qualquer pessoa. Mas, e se, num mesmo acidente, pode ter, ao mesmo tempo, 3 pessoas diferentes? Foi esse o conceito do filme Amores Brutos, dirigido por Alejandro G. Iñárritu, sendo o seu primeiro longa-metragem da sua carreira. O filme é o primeiro da trilogia do Alejandro, cujo conceito são subnarrações relacionadas com o mesmo acontecimento. Os filmes seguintes foram 21 Gramas (2003) e Babel (2006). Estrelado por Gael García Bernal, o longa entrelaça, em um acidente de carro, algumas histórias pessoais: Octávio, um dono de um cão de rinha, que sonha em fugir com a sua cunhada; a de Daniel, empresário que abandona a esposa para viver com a modelo, que tem sua imagem estampada no edifício; e a do Chivo,um catador e assassino de aluguel que busca mudar de vida e voltar à família. São histórias que nos fazem ter sensações de raiva, remorso e, acima de tudo, redenção aos seus erros. O caso da modelo, após o acidente, ela s...

Oitão - Pobre Povo

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Para muita gente, Henrique Fogaca é conhecido por ser um renomado chefe de cozinha e jurado do Masterchef, da Band. Porém, o que pouca gente sabe é que ele é um baita músico e vocalista da banda Oitão. E para provar do seu poder de fogo, a banda lançou, em 2015, o segundo álbum Pobre Povo, com aquele Hardcore Metal, furioso e letal. Com 11 patadas nas fuças, o disco faz críticas sociais, tocando na ferida do cotidiano nacional. Com certeza, um convite certo para o "mosh nosso de cada dia". Além do Fogaça, a banda contava com Tadeu Dias, Ed Chaves e Marcelo BA, além do disco ter participações de Badauí (CPM22), Ciero (Broken Heads) e Tatola Godas (Não Religião). Se é pra falar de faixas, eu destaco Imagem da Besta, com a crítica sobre a TV brasileira. Vai um circle pit, no capricho? Não esqueça de dar a gorjeta!

Baranga - álbum autointitulado

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Hoje vamos ao túnel do tempo, praticamente em 2003, quando o Rock Brazuka conheceu a Baranga. Formada por Xande, Soneca, Paulão e Deca, o quarteto gravou o disco autointitulado, com produção de Heris Trench, no Mr. Som. Com 11 faixas, o disco é um passeio tortuoso do bom e velho Rock And Roll, na linha do AC/DC e Motörhead. Faixas, como Tudo O Que Eu Tenho Na Vida, Maverick, Mulher de Pagodeiro, Garçom e Sexo & Rock 'N' Roll são belas amostras de sair, beber, fazer amor e ouvir Rock até amanhecer. É claro que, por ter o Paulão, não poderia ter homenagem ao Centúrias, com Duas Rodas. Atualmente, a banda está inativa. Mas, escreveu na história do Rock Brazuka.

Skinlepsy - Dissolved

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Após a estreia fenomenal, com Condemning the Empty Souls (2013), o Skinlepsy gravou e lançou Dissolved, em 2017, com aquele Brutal athrash Metal, de quebrar a espinha Dorsal de tanto balançar o pescoço fraco. A banda consiste em André Gubber na guitarra, baixo e vocal, Evandro Junior (ex-Anthares) na bateria e Leonardo Melgaço na guitarra. E, ao que parece, o som que fizeram, percebe-se que o negócio não é brincadeira. São dez faixas na mais pura violência e sem piedade para o ouvinte, sem falar da capa, que mais parece aquele zumbi, saído do jogo Resident Evil. A última faixa, Murder, foi regravada, anos atrás, pelo Siegrid Ingrid, na qual o André faz parte. Essa música fez parte do disco The Corpse Falls (1999). Se quer ouvir Thrash Metal letal, com direito à Mosh³, pegar até quebrar o pescoço, Dissolved é o disco certo.

Refrão da Nossa Canção

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A MPB e o Rock são opostos, mas, quando se juntam, se transformam numa cartase coletiva, cheia de emoções avassaladoras. Foi com essa proposta que o Casal do Ano, Pedro Pellegrino e Lizandra Pavan, fizeram um presente para o casamento, intitulado Refrão da Nossa Canção. Desde que se conheceram, Pedro e Liz tinham planejado escrever e juntar textos, poesias, poemas e prosas, com suas influências diretas, calcadas em Música Brasileira com o Rock pesado. Em suas escritas, o casal declara-se num amor intenso, nas TÃO INTENSO, que, daqui pra Agosto, vão dar boas-vindas à Ana Luiza, seu fruto primogênito que selará a família Pellegrino-Pavan. Tomara que a rebenta planeja para seus pais, muitas histórias. Em breve...

Bandas Cult - Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich

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O Esporro Público vai abrir espaço para criar um quadro, sobre bandas pouco conhecidas, mas que são cultuadas. E a primeira banda será a Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich. Formada em Salisbury (ING) em 1964, era composta por David Harman (Dave Dee), Trevor Ward-Davies (Dozy), John Dymond (Beaky), Michael Wilson (Mick) e Ian Amey (Tich). Seus apelidos, sua performance de palco e seu estilo de se vestir impulsionaram para entrarem nas paradas inglesas, com singles de sucesso, como Hold Tight!, Bend It! e Zabadak!, além decterem tocado vários gêneros, como Mod, Pop e Freakbeat. Dois de seus singles venderam mais de 1 milhão de cópias cada, alcançando o primeiro lugar da parada britânica, com o The Legend of Xanadu. Ao contrário de muitas bandas britânicas da década de 60, que estavam associadas à Invasão Britânica dos Estados Unidos, Dave Dee, Dozy, Beaky, Mick & Tich tiveram sucesso comercial limitado nos EUA. Já no Canadá, se saíram melhor, com 7 músicas no top 100....

Maio termina com festival extremo brasileiro

A cidade de São Paulo viveu dias intensos de frio. Mas, nada como sair de casa para conferir o melhor do Metal pesado. E o dia 30 de maio foi palco para o Burning Extreme Fest, realizado no Burning House, localizado na Água Branca, Zona Oeste da cidade. Ao entrar no recinto, vemos as bancas de merchandising montadas, com vários itens das bandas que se apresentaram. A primeira foi a Chaoslace, um Power trio de Thrash/Brutal Death Metal, formado por Leandro Nunes (vocal e guitarra), Rafael Montana (baixo) e "Diogro" Rodrigues (bateria). Eles ainda divulgavam o disco de estreia Inhuman Terror Cult (2018), e tocaram faixas desse disco, além da cover de Kings of Killing, do Krisiun. Uma Banda que mostra intensidade e técnica apurada. Conforme fora combinado, cada banda teve tempo de apresentação, ou seja, 40 minutos por banda. A segunda, em seguida, foi a Sacrifix, com seu Thrash Metal visceral. Formado por Frank Gasparotto (vocal e guitarra, ex-Kamboja, Goatlove, Anthares), Felip...

Sepultura - The Cloud of Unknowing

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Conforme foi anunciado, o Sepultura resolveu compor seu último registro, durante a sua turnê de despedida, sendo o primeiro com o baterista Greyson Nekrutman. E, também, com uma novidade: a primeira balada da carreira da banda, conhecida por seu peso extremo e pesado em toda sua trajetória. Foi então que veio ao mundo o EP The Cloud of Unknowing. Pode ser uma coincidência, pois o primeiro registro do Sepultura foi um EP, o Bestial Devastation, de 1985. Mas, convenhamos, veio a calhar. Com 4 faixas, a banda, também composta por Derrick Green, Andreas Kisser e Paulo Júnior, não decepcionaram e entregaram músicas de qualidade ímpar, como sempre. A começar com a pesada All Souls Rising, com aquele som típico do Sepultura, sem falar da parte orquestrada e sinistra no meio da música. Ela foi baseada no livro de Madison Smartt Bell, sobre a rebelião de escravos no Haiti no final do século XVIII, mas com temas bem atuais, como racismo, política e religião. Logo em seguida, vêm Beyo...

Luana Dametto, o Anjo Demoníaco mostra seu talento

São Paulo vive uma semana intensa de frio, fazendo com que o cidadão de bem saísse do conforto do seu lar, para ir cumprir sua rotina diária. Como era sexta-feira, dia 22 de maio, por volta das 17h00, pude conferir um workshop da Luana Dametto, baterista da Crypta, realizado no School of Rock, em Pinheiros. O teatro estava montado para receber seus presentes, sejam fãs da banda e alunos de bateria, além de pessoas ilustres. No palco, pude ver as placas com o rosto da Luana, atrás tinha o telão com o banner do evento. E, na frente, a bateria montada. Quando soou a hora, anunciaram a Luana, sob aplausos efusivos. Ela começou a yocar sons da Crypta, como Lift The Blindfold, Shadow Within, The Other Side Of Anger, Stronghold, The Outsider, Dark Clouds e From The Ashes. Pelo jeito, Luana sabia que seu melhor bem-estar é tocar sua bateria, sem nem ao menos suar, nem ficar cansada. Quem viu os shows da Crypta, percebe a técnica absurda e apurada da gaúcha. Após o set, Luana deu uma palestra s...

Eu, Christiane F. - 13 Anos: Drogada e Prostituída (1981)

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Quando eu escrevi sobre Requiem Para Um Sonho, eu havia dito que filmes de drama são muito mais aterrorizantes e assustadores do que filmes de terror e suspense. Geralmente, quando o assunto é sobre Dr0g4s. E se tem um filme que atribui à esse assunto é o Eu, Christiane F. - 13 Anos, Drogada e Prostituída, de 1981, baseado na biografia da própria Christiane, e também em fatos reais (e bota REAL nisso!). Em Berlim, nos anos 70, Christiane era uma garota bonita e jovial, cheia de vida, que acaba frequentado um clube noturno, ao lado de seus amigos. Daí, ela se apaixona por um traficante de dr0g4s. Em meio ao show de seu ídolo David Bowie, ela começa a entrar no submundo dos entorpecentes. Ela entra na c0c41n4, depois na m4c0nh4 e, em seguida, a pior de todas: a H3r01n4. À medida que começa a se viciar, seu corpo e sua saúde começa a deteriorar. Até mesmo chegar a se pr0st1tu1r, em troca do seu vício letal. Cenas em que seus amigos passam a ter overdoses, ficando paralisados, ...

Fatos de TV: As Aventuras de Tiazinha - A vez da musa no mundo dos heróis

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É fato que os anos 90 foram uma década surreal. Se fosse um filme, seria uma mistura de faroeste com ficção científica. Principalmente, aqui no Brasil, na TV brasileira e na cultura popular. Uma das coisas mais aleatórias na TV foram as criações de personagens, que animassem o público adulto. Uma delas foi a Tiazinha, do extinto H, apresentado por Luciano Huck, na Bandeirantes. O sucesso foi tão grande que a personagem, interpretada por Suzana Alves, ganhou um programa solo, além de virar produtos, como Cadernos, figurinhas de Chiclete, Tamancos, bonecas (!), capa de revista masculina (duas vezes), foi musa do Carnaval e até gravou um CD, com a participação de Vinny, com o hit Uh! Tiazinha (isso é que eu chamo de parceria na Música Popular Brasileira!).  Até mesmo as crianças gostaram (!) da mascarada. Se procurarem no YouTube, vão ver, no Domingo Legal, uma pobre menina fantasiada de Tiazinha! Com isso, a Band resolveu criar As Aventuras de Tiazinha, ambientada no futu...

Anora (2024)

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O ano de 2024 teve filmes importantes que foram lançados. E ao concorrerem ao Oscar, fica aquela expectativa de saber quem são os vencedores. Claro que, para nós, Brasileiros, Ainda Estou Aqui conseguiu o feito inédito. Mas, teve um filme que muita gente ficou impressionada ao ser anunciada como a grande vencedora. Anora, de Sean Baker, venceu 5 estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Edição e Atriz, para Mikey Madison. Mas, por que esse filme teve todo esse êxito ao vencer concorrentes fortes, como Ainda Estou Aqui e A Substância? A história do filme fala sobre Ani (Mikey), uma prostituta de luxo, que se envolve em um relacionamento com Ivan, um herdeiro do Oligarca russo, que passa a ser o seu príncipe encantado para a donzela. Claro que Ivan se mostrava egoísta e imaturo no começo, quando seguranças dos pais dele visitam à mansão e se deparam com o inocente casal. É aí que a vida da Ani se torna uma montanha-russa (com o perdão do trocadilho, pois ...

Quiz Show - A Verdade dos Bastidores (1994)

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Qualquer pessoa no mundo sonha em participar em um programa de perguntas e respostas na televisão. Mesmo que você seja muito humilde, mas com uma inteligência acima do normal. Porém, apenas poucos programas utilizam regras, de forma correta e ética, sem, ao menos, enganar os telespectadores. E isso tudo foi filmado em Quiz Show - A Verdade dos Bastidores, dirigido por Robert Redford, em 1994. Baseado em fatos reais, sendo o caso mais emblemático, o escândalo do programa Twenty-One, nos anos 50. Um advogado enviado pelo Congresso Americano descobre uma possível fraude do programa, que tinha como principal competidor um rapaz judeu humilde. Até aí, os produtores resolvem convocar um professor jovem de família rica, que passa a ganhar do judeu. Esse professor passou a ser celebridade, da noite para o dia. Foi aí que o investigador resolve juntar um grande quebra-cabeça pra saber se o programa foi combinado. O roteiro de Paul Attanasio foi baseado nas memórias do Richard N. Goo...

Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto (1995)

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O ano era 1995. E o cinema tem realizado importantes filmes, de todos os gêneros. Mas, apenas, UM filme foi realizado, e se tornado cult: Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto. Em Denver, o gangster Jimmy "O Santo" (Andy Garcia) tinha um programa para pessoas que tinham pouco tempo de vida, gravando vídeos póstumos. Mas, ele se encontra com problemas financeiros. Um grande chefão do crime (Christopher Walken) havia comprado promissórias, mas, estava disposto a esquecer tudo se o Jimmy fizer um "serviço": eliminar seu filho drogado. Para isso, Jimmy convoca um grupo de assassinos, ele confiança, para fazer esse trabalho, e que também precisam de dinheiro. Porém, algo sai errado e eles tem prazo de 48 horas para deixar a cidade. O título do filme vem de uma canção de Warren Zevon com o mesmo nome, gravada em 1991, no qual o mesmo permitiu sob a condição de que a música fosse tocada nos créditos finais. O nome do protagonista Jimmy O Santo vem ...

Nephasto - Deformed Deviation

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Pela capa, só pode ser mais uma banda de Black Metal norueguesa, com integrantes maquiados de corpse paint e com as bocas de sangue falso, empunhando cruzes invertidas e caveiras de bodes. Estou certo? NÃO! O nome Nephasto pode até ser essa banda, MAS, é um projeto de duas garotas do Death Metal: Erika Osterhout e Luana Dametto. Sim, vc não leu errado! A Luana, baterista da Crypta, participa desse projeto, com a Erika, que gravou os vocais, guitarras e baixo. E para dar à luz, lançaram o EP Deformed Deviation, contendo duas faixas. O som é um Death Metal Old School, na linha do Suffocation, Cannibal Corpse (das antigas!), Malevolent Creation, Hypocrisy e Vader. A faixa-título e a cover de Demigod, As I Behold I Despise, mostram que a dupla não está de brincadeira. Se você está acostumado com a Luana descendo a mão sem dó nem piedade na Crypta, ela eleva ao cubo toda sua apurada técnica. Tomara que o Nephasto lance, pelo menos, um disco completo. Apenas, pra mostrar o caos s...

Quatro anjos demoníacos invadem o Hangar 110

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Fotos: Rick Rocha (@oldriff) Depois de um fim de semana intenso, com o Bangers Open Air, São Paulo tenta voltar ao seu cotidiano. Porém, a maratona de shows continua à todo vapor. Na terça, os americanos do Nevermore se apresentaram no Carioca Club, depois de um show memorável, no Bangers. Mas, na Zona Norte, praticamente no Bom Retiro, ocorreu o show da Crypta, no Hangar 110. A fila estava se movimentando, apesar da chuva que tomou conta da entrada no recinto. As portas abriram às 19h00 e os fãs se deslocavam na frente do palco, e também acompanhando a banca de merchandising. Quando soou às 19h30, as cortinas do palco se abriram e eis que Allen Key abriu o espetáculo. Karina Menascé e seus asseclas tocaram com muita intensidade, seja com seu Metal pesado e também com a vocalista nos emocionando ao tocar piano. E teve até circle pit, no momento Thrash. A banda ainda estava divulgando seu disco The Last Rhino e alguns singles que vÊm lançando. Ponto positivo. O local estava ...

Faith No More - The Real Thing

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Após dispensar o maluco do Chuck Mosley, o Faith No More resolve compor seu terceiro disco, ainda sem vocal. Então, resolvem convidar o Mike Patton, que era do Mr. Bungle, para escrever as letras do disco. Assim nasceu The Real Thing, de 1989, produzido pela banda e por Matt Wallace. Com nove faixas, o álbum é uma salada de música pesada, da melhor qualidade. Aqui tem Rock, Metal, Hip-Hop, Funk, Jazz e Progressivo. Claro que todos conhecem a emblemática Epic, tocada à exaustão e que virou o maior hit do FNM. Mas, não é só dessa música que vive o The Real Thing. Há faixas muito boas, como From Out to Nowhere, Falling to Pieces, Surprise! You're Dead!, a faixa-título e, fechando o vinil, com a instrumental e sensacional Woodpecker From Mars, que poderia tocar no episódio do Pica-Pau. Com esse disco, a banda conquistou o mundo, principalmente, o Brasil, em que foi atração do Rock In Rio 2, ao lado do Guns 'N Roses. Sendo que a banda do Axl Rose foi ofuscada por Mike Pa...

Jackson do Pandeiro - O Ritmo na Palma da Mão

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Quando se fala na música nordestina, um dos nomes que vem em mente são: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Eamalho, Alceu Valença, Zé Ramalho, entre outros. Porém, existiu um único artista que compôs quase 500 músicas e, por incrível que pareça, só foi reconhecido, depois da sua morte. O nome? José Gomes Filho. Ou melhor, Jackson do Pandeiro. O escritor e pesquisador Deribaldo Santos escreveu o livro Jackson do Pandeiro: O Ritmo na Palma da Mão, abordando, em caráter arqueológico, a vida e obra do, denominado, "Rei do Ritmo". Nascido na Alagoa Grande, na Paraíba, Zé Jack adquiriu seu talento, cantando sambas, coco, forró e embolada. Compôs inúmeras músicas com gente graúda da música nordestina, absorveu estilos que ele pouco conhecia, através do cinema. Neste livro, o escritor cita passos educacionais e filosóficos sobre a importância do Jackson na MPB, entrelaçando momentos importantes da cultura brasileira e da história do nosso país, no século 20. Jackson do Pand...

Som Extremo conquista São Paulo no aniversário do Wacken

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Fotos: Vini Vieira (@vinivieirafilmmaker) O maior festival de Metal do mundo completa 35 anos, e nada melhor do que os países comemorarem com um mini festival, chamado Warm Up Party, realizado em diversas nações. E o Brasil não poderia ficar de fora, pois a organização do Bangers Open Air fez esse mini festival. O local escolhido foi na Audio Club, localizado na Barra Funda, próximo ao Terminal Barra Funda, em São Paulo. As bandas que se apresentaram foram Krisiun, Korzus, The Troops of Doom e The Mist. Adentrando ao local, vimos os headbangers fazendo fila, em meio ao calor extremo, mas com algumas nuvens, ameaçando de chover (coisa típica da cidade). A imprensa foi deslocada entre o estacionamento da Audio com a Vila Country. E lá dentro, podemos ver as bancas de merchandising sendo montadas, com várias variedades. A primeira banda a se apresentar foi a mineira The Mist, liderada pelo lendário vocalista Wladimir Körg, divulgando seu bem sucedido ál...

Nervosa - Slave Machine

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Após comemorar seus 15 anos, debutando no Metal, a Nervosa solta seus cachorros raivosos, com seu sexto disco Slave Machine. E parece que Prika Amaral não poupou nos riffs e, também, nos vocais, sendo o seu segundo álbum em que ela domina na voz cavernosa. Ou seja, a Loira soltou a leoa dentro das suas entranhas. Produzido por Prika, sua fiel escudeira Helena Kotina e Martin Furia (guitarrista do Destruction), o disco vomita 12 faixas diabólicas, dando uma Surra na cara dos m4ch1st4s de plantão. Na formação, além de Prika e Helena, estão Hel Pyre e Emmelie Herwegh no baixo e Michaela Naydenova na bateria. Michaela volta ao seu posto, no lugar de Gabriela Abud, que apenas participou em algumas letras e nas linhas de bateria de duas faixas. Várias músicas mostram que a Nervosa amadureceu muito bem, como a faixa-título, Ghost Notes, Impending Doom, You Are Not a Hero e The New Empire. Para divulgar seu trabalho, lançaram três clipes de Slave Machine, Impending Doom e Ghost Not...

Super Mario Galaxy - O Filme (2026)

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Novamente, devo exaltar minha infância, quando eu ficava tardes inteiras jogando Super Mario Bros. Porém, eu nunca tive a oportunidade de jogar um Nintendo 64. Mas, eu já joguei Nintendo Wii, com o Mario Kart. E posso dizer que foi uma sensação memorável. Depois de lucrar mais de 1 bilhão de dólares com o primeiro filme, novamente fizeram Super Mario Galaxy, baseado no mesmo jogo do Nintendo Wii. E, dessa vez, a aventura será no espaço. A Princesa Rosalina foi sequestrada pelo Bowser Jr., que quer destruir o Universo. Mas, primeiro, ele quer resgatar seu pai, que foi aprisionado pela Princesa Peach, no Reino dos Cogumelos. É lá que Mário e Luigi vivem, após derrotar o Bowser e salvar Brooklin. Durante sua jornada, eles encontram Yoshi, um pequeno dinossauro simpático e comilão. Voltando ao tema, Peach fica sabendo do sequestro da Rosalina e parte, junto com Toad, para o resgate. Mario e Luigi também vão salvá-la. E é aí que entra mais um componente (e também cria da Nintend...

Motörhead - No Sleep Til' Hammersmith

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Lemmy Kilmister escreveu em 2002: "Essas coisas de vírus vão continuar se fortalecendo porque a cada cinco anos surge uma cepa nova com a qual ninguém tinha contado, e um dia um desses vírus vai matar metade do planeta". Só por essa frase, o Imortal Lemmy havia profetizado a catástrofe que o mundo sofreu, em 2020. Se ele estivesse vivo, talvez ele teria se sucumbido à Covid-19. Porém, ele morreu antes de ver a metade da população morrer doente, em suas casas. Estou contando isso porque eu nunca tive a oportunidade de ver o Motörhead ao vivo, em suas 9 passagens pelo Brasil. Quem viu, pode se considerar um afortunado. Mas, se existe um disco que resume o poder de fogo da banda é No Sleep Til' Hammersmith, de 1981. O Motörhead vinha de uma turnê do seu disco Ace of Spades (1980), e resolveu gravar material para seu full lenght. Como era muita coisa, foram fazer um disco simples. Vale ressaltar que nenhuma música foi gravada no Hammersmith Odeon. Começar a bolach...

Miles Davis - A Autobiografia

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Já dizia a máxima: "dois bicudos não se beijam". Se tivessem, numa mesma mesa (se estivessem vivos!), Miles Davis, Jimi Hendrix, Little Richard e Prince, o que seria da música, hoje em dia? Acho que, com toda a certeza, a Maior de todas! E é com essa introdução que falo da Autobiografia do Miles Davis, que foi lançada pela Belas Letras. O livro teve a colaboração do jornalista Quincy Tourpe, que chegou a entrevistar o músico, nos anos 80. Esse livro, escrito pelo próprio Miles, em 1989 (dois anos antes de sua m0rt3, em 1991), fala sobre a sua vida, no interior dos Estados Unidos. Ele conta sobre a família, as suas primeiras experiências musicais, as colaborações com inúmeros artistas, o R4c1sm0 que enfrentou em toda a sua vida musical e pessoal... Mas, é na música que ele fez bonito, com seus mais de 200 discos que ele lançou, contando com suas participações, discos solos, ao vivo e discos póstumos.  Como todo músico, ele também caiu na armadilha, chamada dr0g4s. ...

A Origem do Red Hot Chili Peppers: Nosso irmão, Hillel

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O Red Hot Chili Peppers é um dos grupos de rock mais bem sucedidos de todos os tempos, sempre com shows lotados e atrações principais em diversos festivais, além de ser vencedor do Grammy, milhões de discos vendidos e clipes com bilhões de visualizações no YouTube. MAS, o começo não foi fácil. E isso tudo foi mostrado no documentário A Origem do Red Hot Chili Peppers: Nosso irmão, Hillel, que está disponível na Netflix, desde 20 de março. Flea e Anthony Kieds deram seus depoimentos sobre o começo da banda, além da sua relação com o antigo guitarrista e amigo Hillel Slovak. Seus passeios, as aventuras, as festas, o começo do gosto pelo rock foram fundamentais para a criação do RHCP. Os primeiros discos tinham aquela pegada Funk com o Rock e Metal, tudo isso sob influência do George Clinton, que produziu o segundo disco deles. Parecia que estava tudo bem. Porém, aquele inimigo traiçoeiro passaria a incomodar os planos: se chamava D-R-0-G-@-S! E a sua vítima era Slovak. Além d...

Ereboros - EP auto-intitulado

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Oriunda do "Hell" de Janeiro, berço de inúmeras encarnações do Metal, como Dorsal Atlântica, Metalmorphose, Necromancer, Taurus, Hicsos, Unearthly e LAC, a banda Ereboros lançou, em 2023, seu auto-intitulado EP. Com fortes influências de Behemoth, Nile, Morbid Angel e Deicide, a banda despeja 5 faixas diabólicas. Não é à toa que Karl Sanders convidou essa banda para abrir seus shows em 2026. Potencial tem de sobra. Esperamos que Ereboros regurgita seu full-lenght, para desespero dos cristãos ortodoxos e euforia pra seus fiéis seguidores do oculto.

Sábado com Grindcore à moda Brazuka

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O sábado sempre foi um dia para curtir o fim de semana, depois de segunda à sexta cheia de obrigações do cotidiano. E nada melhor do que curtir um show de Grindcore, com as bandas Facada e D.E.R., em pleno Sesc Belenzinho. Enquanto as duas bandas estavam fazendo a passagem de som, várias famílias estavam comendo de boa. Ao testar a microfonagem, ouvia-se as crianças gritando para pararem com o "barulho". Claro que, mesmo com as coitadas das crianças chorando e não aguentando o som tenebroso, saibam que o soundcheck é parte do trabalho dos artistas. Ou seja,SÓ estavam fazendo o trabalho deles. Só isso. Chegada às 19h30, o público compareceu em peso, antes para conferir o merchandising das duas bandas. É claro que os integrantes estavam lá na banca para vender seus produtos. Quando soou às 20h30, o áudio mecânico anunciou as duas bandas presentes. E, por incrível que pareça, dividiram o mesmo palco, com duas baterias montadas. A cearense Facada estava di...

ROT/Facada - Entre a Sincronia Com o Fim do Mundo

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Recado muito importante à quem possa se interessar: esse disco não é indicado para quem ouve MC PIpokinha, Manu Batidão e Oruam! Dito isso, vamos ao que interessa, de verdade! Duas das mais importantes vertentes do som extremo underground Brazuka se uniram para criar uma bomba-relógio prestes à detonar seus tímpanos. ROT e Facada lançaram, em 2025, o split Em Sincronia Com o Fim Do Mundo. Com 22 faixas, o disco promete ser um despertador ambulante pra quem quiser acordar no pique para enfrentar o mundo que nos prepara. A paulistana ROT regurgita 14 "baladas" com sabor de enxofre, testemunhando a desgraça da humanidade. Enquanto a cearense Facada termina o genocídio com 8 canções com cheiro de jabá podre, com direito à um reggae pra terminar. Realmente, ninguém está imune à tanta podreira sonora. Vão ouvir Ana Castela, por favor!

Al Pacino - Sonny Boy

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Nas palavras do seu amigo Heathcote Williams, "a fama é a perversão do instinto natural humano de querer validação e atenção". Foi com esse pensamento que conhecemos o talento do ator Al Pacino, que conta em sua autobiografia Sonny Boy. Nascido e criado no Bronx, em Nova York (EUA), o "filhinho" foi criado pela sua mãe superprotetora, depois de se separar do seu marido. O pequeno Al cresceu em meio à marginalidade com seus amigos, passando por muitos perrengues. Mas, sua vida mudou quando entrou na Escola de Artes Cênicas. E foi no Teatro que sua personalidade se intensificou. O que, realmente, foi o seu auge, foi no cinema, quando atuou em diversos filmes, como Sérpico, Um Dia de Cão, a trilogia de O Poderoso Chefão, O Espantalho, Scarface, Vítima de uma Paixão e O Pagamento Final. Al conquistou plateias com personagens intensos e sinistros, como Michael Corleone, Tony Montana e o rabugento Frank Slade, do filme Perfume de Mulher, no qual ganhou seu Osc...

Zumbis do Espaço - A Fúria Selvagem

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Se você é fã de filmes de terror e curte punk rock à moda Brazuka, essa banda você vai gostar. E se chama Zumbis do Espaço. No ano passado, lançaram A Fúria Selvagem, com aquela mistura de Punk, Metal, filmes de terror e música brega, estilo Reginaldo Rossi e Odair José. O disco começa com a intro Surf Sangrento, no melhor estilo Beach Boys do inferno, para, a seguir, com Fúria Selvagem. Ouvindo todo o disco, dá pra sacar que a banda não está de brincadeira (ou está?), pois Tor Tauil (vocal), Rafael Romanelli (guitarra), Guilherme Martin "Guillas" (bateria) e Luiz Tavares "Gargoyle" (baixo) beberam querosene com limão podre num boteco fedorento e compuseram esse LP. O final pode ser uma "homenagem" ao Ultraje A Rigor, com A Canção da Loucura Que Sobra, pois o começo lembra muito o Nós Vamos Invadir Sua Praia. Realmente, uma trilha sonora para a sexta-feira 13.