Motörhead - No Sleep Til' Hammersmith
Lemmy Kilmister escreveu em 2002: "Essas coisas de vírus vão continuar se fortalecendo porque a cada cinco anos surge uma cepa nova com a qual ninguém tinha contado, e um dia um desses vírus vai matar metade do planeta".
Só por essa frase, o Imortal Lemmy havia profetizado a catástrofe que o mundo sofreu, em 2020. Se ele estivesse vivo, talvez ele teria se sucumbido à Covid-19. Porém, ele morreu antes de ver a metade da população morrer doente, em suas casas.
Estou contando isso porque eu nunca tive a oportunidade de ver o Motörhead ao vivo, em suas 9 passagens pelo Brasil. Quem viu, pode se considerar um afortunado.
Mas, se existe um disco que resume o poder de fogo da banda é No Sleep Til' Hammersmith, de 1981. O Motörhead vinha de uma turnê do seu disco Ace of Spades (1980), e resolveu gravar material para seu full lenght.
Como era muita coisa, foram fazer um disco simples. Vale ressaltar que nenhuma música foi gravada no Hammersmith Odeon.
Começar a bolacha com Ace of Spades é covardia absoluta. Mas, a sequência é muito melhor. Stay Clean, Metropolis, The Hammer, Iron Horse/Born to Loose, No Class, Overkill, (We Are) The Road Crew, Capricorn, Bomber e Motörhead.
Com isso, o disco ao vivo ficou na 1ª posição da parada britânica. É um disco perfeito, uma força da natureza. Sem truques, nem baladas, nem enganação. É AO VIVO EM ESTADO BRUTO!
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