Postagens

Al Pacino - Sonny Boy

Imagem
Nas palavras do seu amigo Heathcote Williams, "a fama é a perversão do instinto natural humano de querer validação e atenção". Foi com esse pensamento que conhecemos o talento do ator Al Pacino, que conta em sua autobiografia Sonny Boy. Nascido e criado no Bronx, em Nova York (EUA), o "filhinho" foi criado pela sua mãe superprotetora, depois de se separar do seu marido. O pequeno Al cresceu em meio à marginalidade com seus amigos, passando por muitos perrengues. Mas, sua vida mudou quando entrou na Escola de Artes Cênicas. E foi no Teatro que sua personalidade se intensificou. O que, realmente, foi o seu auge, foi no cinema, quando atuou em diversos filmes, como Sérpico, Um Dia de Cão, a trilogia de O Poderoso Chefão, O Espantalho, Scarface, Vítima de uma Paixão e O Pagamento Final. Al conquistou plateias com personagens intensos e sinistros, como Michael Corleone, Tony Montana e o rabugento Frank Slade, do filme Perfume de Mulher, no qual ganhou seu Osc...

Zumbis do Espaço - A Fúria Selvagem

Imagem
Se você é fã de filmes de terror e curte punk rock à moda Brazuka, essa banda você vai gostar. E se chama Zumbis do Espaço. No ano passado, lançaram A Fúria Selvagem, com aquela mistura de Punk, Metal, filmes de terror e música brega, estilo Reginaldo Rossi e Odair José. O disco começa com a intro Surf Sangrento, no melhor estilo Beach Boys do inferno, para, a seguir, com Fúria Selvagem. Ouvindo todo o disco, dá pra sacar que a banda não está de brincadeira (ou está?), pois Tor Tauil (vocal), Rafael Romanelli (guitarra), Guilherme Martin "Guillas" (bateria) e Luiz Tavares "Gargoyle" (baixo) beberam querosene com limão podre num boteco fedorento e compuseram esse LP. O final pode ser uma "homenagem" ao Ultraje A Rigor, com A Canção da Loucura Que Sobra, pois o começo lembra muito o Nós Vamos Invadir Sua Praia. Realmente, uma trilha sonora para a sexta-feira 13.

Scott Weiland - Não Estou Morto Nem À Venda

Imagem
No Rock, tem aquela frase que se aplica à tríade Sexo, Drogas & Rock'N Roll: "viva rápido e morra cedo". Pode ser clichê essa frase,mas, testemunhamos muitas mortes de astros do Rock, em diversas circunstâncias. Nos anos 90, no auge do Grunge, tivemos grandes ícones, que, com o passar dos anos, também sucumbiram aos excessos. E um deles foi Scott Weiland. O vocalista escreveu sua autobiografia, intitulada Não Estou Morto Nem À Venda, em 2011, quatro anos antes dele falecer, devido à uma overdose acidental. E a Editora Belas Letras lançou esse livro, para saber, em suas palavras, sobre sua vida. Scott sempre viveu sob vícios, @bVs0s, violência, dramas, mas, o Rock sempre foi seu catalisador de curar suas feridas. Quando resolveu ser vocalista, seja no Stone Temple Pilots ou no Velvet Revólver, ele levou toda sua experiência mal acostumada para os palcos e nos discos. Mesmo sendo pai e tentando se livrar do vício, Scott viveu dando seus bolas-foras e prejudi...

Fevereiro termina com lançamento do Válvera

Imagem
Fotos: Rodrigo Noé de Souza Fotos do Válvera: Caike Scheffer O mês de fevereiro foi bem puxado para o fã de Rock/Metal, em São Paulo. Mesmo com o avanço dos blocos de rua e os desfiles das escolas de samba, os headbangers querem terminar o mês com um show de verdade. E o Burning House promoveu o show da banda Válvera, que está lançando seu 4º disco, Unleashed Fury. Ao lado deles, estavam Flageladör, Debrix, Laboratori, The Heathen Scÿthe e 3 Pipe Problem. Quando soou às 18h00, a casa abriu e lá dentro estavam começando a montar as bancas de merchandising. O local inicialmente estava quase cheio, quando a primeira banda, a 3 Pipe Problem, subiu no palco. Com um som praticamente diferente, a banda fez bonito, ao misturar Rock, Metal, pós-Punk e Funk. O momento mais festivo foi quando tocaram a cover de Faith No More, From Out to Nowhere. Óbvio que a sonoridade do 3 Pipe é semelhante ao da banda americana. Mas, foi um gol de placa ter escalado eles. A próxima banda...

Gojira - Fortitude

Imagem
Se tem uma banda que mais ficou engajada com os problemas globais da Humanidade, essa é a Gojira. Os franceses sempre impressionam, em seus álbuns, com uma qualidade ímpar, seja instrumental ou lírica. No seu 7º disco, Fortitude, eles conseguiram dar um salto de qualidade sonora. Joe Duplantier produziu esse álbum, com a mixagem de Andy Wallace, e foi gravado entre 2018 e 2020, quando ocorreu a Pandemia da Covid-19. Quam acompanha a trajetória da Gojira, sabem que eles sempre foram ativistas com as causas naturais e do Meio Ambiente. E, com Fortitude, não foi diferente. Faixas, como Born Gor One Thing, Another World, The Trails, Gring e Hold On, mostram o peso descomunal que os irmãos Joe e Mario Duplantier, além de Christian Andrieu e Jean Michel Labadie praticam. Se é pra falar de uma música que resume o atual momento que o mundo enfrenta é Amazonia. Com toda a certeza, os ensinamentos do Sepultura foram o suficiente para que Joe compusesse essa música. Sem falar do clipe...

Kill Bill - The Whole Bloody Affair (2025)

Imagem
Quentin Tarantino sempre quis exibir seus filmes, da maneira como ele queria. Porém, a indústria cinematográfica resolve estragar seus planos mirabolantes. Apenas para que o público não fique enjoado e perca milhões de dólares em bilheterias. Um dos projetos do Mestre foi exibir, sem cortes e divisões, o seu 4º filme, Kill Bill, exibidos em dois volumes, entre 2003 e 2004, respectivamente. Quem já viu (diversas vezes!), sabe da epopeia da Noiva, que se vinga do seu ex, o Bill, e do Esquadrão das Víboras Mortais, que massacraram as pessoas, num casamento, no Texas. A Noiva fica em coma, durante 4 anos. Quando acorda, ela descobre que seu bebê não estava em seu ventre. Aí, ela se entope de fúria e mata todos, com sua espada de samurai. (Quem quiser saber detalhes, visita o blog e veja as resenhas dos dois volumes.) Uma coisa que eu admiro no Tarantino é que ele sempre ousou a violência estilizada em suas obras-primas. Mas, na sua versão completa e longa, com o título The Whol...

The Heathen Scÿthe - EP auto-intitulado

Imagem
Pensa numa banda, com músicos talentosos, músicas bem executadas, nos remetendo aos tempos antigos. Pensou? E se essa banda for brasileira? Acertou quem adivinhou The Heathen Scÿthe. Com um time desses, eles gravaram um EP auto-intitulado, com seis faixas épicas e fantasmagóricas. Destaque para a música que dá o nome da banda, The Offering, Welcome (to The Dead) e Spiral Dance/The Egregore. O som seria uma mistura de Folk, Pagan, Industrial e Power Metal. Do jeito wue os europeus adoram. Fico imaginando nos shows, quando o público começa a imitar os remos em uma embarcação viking, no melhor estilo Amon Amarth. Nada como ouvir uma banda original, como The Heathen Scÿthe.