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Anora (2024)

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O ano de 2024 teve filmes importantes que foram lançados. E ao concorrerem ao Oscar, fica aquela expectativa de saber quem são os vencedores. Claro que, para nós, Brasileiros, Ainda Estou Aqui conseguiu o feito inédito. Mas, teve um filme que muita gente ficou impressionada ao ser anunciada como a grande vencedora. Anora, de Sean Baker, venceu 5 estatuetas, incluindo Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Edição e Atriz, para Mikey Madison. Mas, por que esse filme teve todo esse êxito ao vencer concorrentes fortes, como Ainda Estou Aqui e A Substância? A história do filme fala sobre Ani (Mikey), uma prostituta de luxo,que se envolve em um relacionamento com Ivan, um herdeiro do Oligarca russo, que passa a ser o seu príncipe encantado para a donzela. Claro que Ivan se mostrava egoísta e imaturo no começo, quando seguranças dos pais dele visitam à mansão e se deparam com o inocente casal. É aí que a vida da Ani se torna uma montanha-russa (com o perdão do trocadilho, pois o...

Quiz Show - A Verdade dos Bastidores (1994)

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Qualquer pessoa no mundo sonha em participar em um programa de perguntas e respostas na televisão. Mesmo que você seja muito humilde, mas com uma inteligência acima do normal. Porém, apenas poucos programas utilizam regras, de forma correta e ética, sem, ao menos, enganar os telespectadores. E isso tudo foi filmado em Quiz Show - A Verdade dos Bastidores, dirigido por Robert Redford, em 1994. Baseado em fatos reais, sendo o caso mais emblemático, o escândalo do programa Twenty-One, nos anos 50. Um advogado enviado pelo Congresso Americano descobre uma possível fraude do programa, que tinha como principal competidor um rapaz judeu humilde. Até aí, os produtores resolvem convocar um professor jovem de família rica, que passa a ganhar do judeu. Esse professor passou a ser celebridade, da noite para o dia. Foi aí que o investigador resolve juntar um grande quebra-cabeça pra saber se o programa foi combinado. O roteiro de Paul Attanasio foi baseado nas memórias do Richard N. Goo...

Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto (1995)

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O ano era 1995. E o cinema tem realizado importantes filmes, de todos os gêneros. Mas, apenas, UM filme foi realizado, e se tornado cult: Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto. Em Denver, o gangster Jimmy "O Santo" (Andy Garcia) tinha um programa para pessoas que tinham pouco tempo de vida, gravando vídeos póstumos. Mas, ele se encontra com problemas financeiros. Um grande chefão do crime (Christopher Walken) havia comprado promissórias, mas, estava disposto a esquecer tudo se o Jimmy fizer um "serviço": eliminar seu filho drogado. Para isso, Jimmy convoca um grupo de assassinos, ele confiança, para fazer esse trabalho, e que também precisam de dinheiro. Porém, algo sai errado e eles tem prazo de 48 horas para deixar a cidade. O título do filme vem de uma canção de Warren Zevon com o mesmo nome, gravada em 1991, no qual o mesmo permitiu sob a condição de que a música fosse tocada nos créditos finais. O nome do protagonista Jimmy O Santo vem ...

Nephasto - Deformed Deviation

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Pela capa, só pode ser mais uma banda de Black Metal norueguesa, com integrantes maquiados de corpse paint e com as bocas de sangue falso, empunhando cruzes invertidas e caveiras de bodes. Estou certo? NÃO! O nome Nephasto pode até ser essa banda, MAS, é um projeto de duas garotas do Death Metal: Erika Osterhout e Luana Dametto. Sim, vc não leu errado! A Luana, baterista da Crypta, participa desse projeto, com a Erika, que gravou os vocais, guitarras e baixo. E para dar à luz, lançaram o EP Deformed Deviation, contendo duas faixas. O som é um Death Metal Old School, na linha do Suffocation, Cannibal Corpse (das antigas!), Malevolent Creation, Hypocrisy e Vader. A faixa-título e a cover de Demigod, As I Behold I Despise, mostram que a dupla não está de brincadeira. Se você está acostumado com a Luana descendo a mão sem dó nem piedade na Crypta, ela eleva ao cubo toda sua apurada técnica. Tomara que o Nephasto lance, pelo menos, um disco completo. Apenas, pra mostrar o caos s...

Quatro anjos demoníacos invadem o Hangar 110

Depois de um fim de semana intenso, com o Bangers Open Air, São Paulo tenta voltar ao seu cotidiano. Porém, a maratona de shows continua à todo vapor. Na terça, os americanos do Nevermore se apresentaram no Carioca Club, depois de um show memorável, no Bangers. Mas, na Zona Norte, praticamente no Bom Retiro, ocorreu o show da Crypta, no Hangar 110. A fila estava se movimentando, apesar da chuva que tomou conta da entrada no recinto. As portas abriram às 19h00 e os fãs se deslocavam na frente do palco, e também acompanhando a banca de merchandising. Quando soou às 19h30, as cortinas do palco se abriram e eis que Allen Key abriu o espetáculo. Karina Menascé e seus asseclas tocaram com muita intensidade, seja com seu Metal pesado e também com a vocalista nos emocionando ao tocar piano. E teve até circle pit, no momento Thrash. A banda ainda estava divulgando seu disco The Last Rhino e alguns singles que vÊm lançando. Ponto positivo. O local estava abarrotado e quando soou 21h00, as cortin...

Faith No More - The Real Thing

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Após dispensar o maluco do Chuck Mosley, o Faith No More resolve compor seu terceiro disco, ainda sem vocal. Então, resolvem convidar o Mike Patton, que era do Mr. Bungle, para escrever as letras do disco. Assim nasceu The Real Thing, de 1989, produzido pela banda e por Matt Wallace. Com nove faixas, o álbum é uma salada de música pesada, da melhor qualidade. Aqui tem Rock, Metal, Hip-Hop, Funk, Jazz e Progressivo. Claro que todos conhecem a emblemática Epic, tocada à exaustão e que virou o maior hit do FNM. Mas, não é só dessa música que vive o The Real Thing. Há faixas muito boas, como From Out to Nowhere, Falling to Pieces, Surprise! You're Dead!, a faixa-título e, fechando o vinil, com a instrumental e sensacional Woodpecker From Mars, que poderia tocar no episódio do Pica-Pau. Com esse disco, a banda conquistou o mundo, principalmente, o Brasil, em que foi atração do Rock In Rio 2, ao lado do Guns 'N Roses. Sendo que a banda do Axl Rose foi ofuscada por Mike Pa...

Jackson do Pandeiro - O Ritmo na Palma da Mão

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Quando se fala na música nordestina, um dos nomes que vem em mente são: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Elba Eamalho, Alceu Valença, Zé Ramalho, entre outros. Porém, existiu um único artista que compôs quase 500 músicas e, por incrível que pareça, só foi reconhecido, depois da sua morte. O nome? José Gomes Filho. Ou melhor, Jackson do Pandeiro. O escritor e pesquisador Deribaldo Santos escreveu o livro Jackson do Pandeiro: O Ritmo na Palma da Mão, abordando, em caráter arqueológico, a vida e obra do, denominado, "Rei do Ritmo". Nascido na Alagoa Grande, na Paraíba, Zé Jack adquiriu seu talento, cantando sambas, coco, forró e embolada. Compôs inúmeras músicas com gente graúda da música nordestina, absorveu estilos que ele pouco conhecia, através do cinema. Neste livro, o escritor cita passos educacionais e filosóficos sobre a importância do Jackson na MPB, entrelaçando momentos importantes da cultura brasileira e da história do nosso país, no século 20. Jackson do Pand...