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Annihilator - Double Live Annihilation

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O Annihilator, ou melhor, Jeff Waters, é um dos nomes mais importantes do Metal canadense, com discos bem compostos e pesados, tecnicamente falando, mostrando o talento e a habilidade do multi-instrumentista Waters. Claro que também é conhecido por mudar de músicos, constantemente. Nos shows ao vivo, a banda (ou projeto) demonstra uma performance avassaladora. E isso foi registrado no duplo ao vivo Double Live Annihilation, lançado em 2003, com o show realizado na França, em 2002. Jeff estava na companhia de Joe Comeau, Randy Black, Curran Murphy e Russ Bergquist, formação que gravou Carnival Diablos e Waking The Fury. É lógico que Annihilator demonstrou uma agressividade e técnica absurda. No disco 1, estavam as músicas da fase da formação. Mas, o creme principal está no disco 2, com os clássicos, como Set The World On Fire, Never Neverland, Phantasmagoria, Refresh The Demon e Alison Hell. O set termina com a hard Shallow Grave, com aquela pegada AC/DC. Depois desse disco,...

Caught In A Mosh - A Era de Ouro do Thrash

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Martin Popoff criou a trilogia do Thrash Metal, iniciada com o primeiro livro Hit The Lights, abordando o lançamento do Kill'Em All, do Metallica. E agora resolveu lançar seu segundo livro, Caught In A Mosh, com a história do auge do estilo, lançado pela editora Denfire. Nele, Popoff entrevistou inúmeros e ilustres músicos e profissionais da música falando sobre os lançamentos de diversos discos, turnês, a cena no modo geral, as polêmicas e tudo o que o verdadeiro headbanger mais gosta. Os discos citados foram Ride The Lightning, Master of Puppets, Killing is My Business..., Spreading The Disease, Hell Awaits, Bonded By Blood, Peace Sells... e Reign in Blood. Claro que, como todos sabem, ocorreu a tragédia do Cliff Burton, em 1986. Mas, com certeza, o Thrash viveu seu melhor momento, que jamais vai voltar.

Trovão evoca os Deuses do Metal Brazuka

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Texto e fotos: Rodrigo Noé de Souza  Era Sábado, dia 18 de julho. O dia era ensolarado. Será? Pois, no Sesc Belenzinho, o problema era outro. Um prédio em construção tapava o sol, em meio à piscina da instituição. Infelizmente, para os sócios do Sesc será um grande rebuliço, daqui à alguns dias. Mas, vamos deixar os problemas de lado. Fui conferir o show da banda Trovão. Lá, encontramos muitos fãs, trajados de coletes, camisetas, tênis de cano alto e cabelos esvoaçantes. E, sendo Sábado, também foi exibido no telão o jogo entre França e Inglaterra, pelo terceiro lugar da Copa do Mundo. Ao chegar na comedoria, o público lotava o recinto apenas para ver a banda. Não sem antes de conferir a banca de merchandising, com camisetas, patches, copos, CDs e camisetas de bandas icônicas dos anos 80. Quando soou às 20h30, uma introdução tomou conta e a banda entrou ovacionada pelo público. Não é à toa que Trovão virou xodó do Metal Brazuka. O set todo foi ba...

Viper - Theatre of Fate

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Depois do sucesso do disco de estreia, Soldoers of Sunrise (2987), o Viper se juntou com o produtor Roy M. Rowland para gravar aquele, que foi o seu disco definitivo da carreira: Theatre of Fate, de 1989. No mesmo ano, em que lançaram Beneath The Remains, do Sepultura, e Brasil, do Ratos de Porão, os "Menudos do Metal" estavam muito mais do que inspirados. Principalmente, os saudosos Pit Passarell e Andre Matos. Com oito faixas, o disco é uma epopeia que se junta o Metal com a música erudita. Até mesmo conjunto de cordas foi adicionado. A bateria foi gravado por Sérgio Facci (Vodu, Volkana), sendo que, no encarte, está o Guilherme Martin. Destaques para as faixas To Live Again, A Cry From The Edge, Living For The Night e Moonlight. As duas últimas merecem ser mencionadas. Com letra de Pit, Living... é a canção típica do Metal nacional, com sua veia melódica e bem trabalhada, com direito ao vocal soberbo de Andre. Já Moonlight, é uma releitura da famosa Sonata Clai...

Mark Lanegan - Sing Backwards And Weep: Memórias

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Mark Lanegan morreu em fevereiro de 2022, se tornando mais uma voz do Grunge a se apagar. Porém, ele deixou inúmeros livros que ele escreveu. Um deles foi Sing Backwards and Weep - Memórias. Nele, Mark conta tudo sobre sua vida sofrida, sob criação abusiva da sua mãe e do seu pai ausente. Ele virou um adolescente terrível, praticando bullying, se envolveu com drogas, álcool e virou vocalista do Screaming Trees. Embora tenha se tornado ícone do Grunge, sua vida financeira não correspondia, de forma satisfatória. Ele fez amizades ilustres, como Kurt Cobain e Layne Staley, e chegou a abrigar vagabundos em seu apartamento, para sustentar os vícios. Mark,em suas palavras, exorcizou seus profundos demônios, ao relatar seu vício e brigas generalizadas, com o vocalista do Oasis, Liam Gallagher. Depois de se livrar do vício, ele retomou sua carreira musical, entrando como colaborador e, também, em sua carreira solo.

Victor Souza - Apoteose

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Victor Souza é um prodígio da música erudita brasileira. Desde a história da música clássica tupiniquim, tivemos grandes gênios, como Carlos Gomes, Heitor Villa Lobos e Mozart Camargo Guarnieri. Mas, o garoto, de apenas 17 anos, vêm se destacando no piano clássico, com influências de Chopin, Scriabin e Rachmaninoff. Em sua trajetória, gravou dois EP’s, o Saltos & Fantasia e Brevi Etudes, mostrando toda sua carga emocional e intensa, mesmo que, de forma precoce. Agora, ele invoca seus ídolos, com seu terceiro registro, Apoteose, um trabalho conceitual, com apenas 4 faixas, mostrando ao mundo que, não importa a idade de um gênio, mas, vale a performance e a forma de ver o mundo, nas teclas do piano. A primeira faixa, Prelúdio, contém passagens sombrias e sensações de movimento, criando uma atmosféra de tensão e expectativa. Ou seja, é o primeiro respiro da narrativa, que vêm à seguir, de forma caótica. A segunda, Lírio, escrita em Dó Maior, apresenta calmaria, por meio de...

A Profecia (1976)

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Está escrito no Livro de Revelações. No 6º mês, no 6º dia e na 6ª hora da manhã, nascerá o filho do Anticristo, dando início ao confronto entre as forças do bem e do mal, antecipando a chegada do fim dos tempos. Foi com essa introdução bíblica que Richard Donner dirigiu um dos filmes mais assustadores de todos os tempos: A Profecia. Em Roma, no dia 6 de junho, às 6 horas da manhã, o embaixador americano Robert Tohrn (Gregory Peck) fica sabendo que seu bebê morreu após a gestação. Para não deixar sua esposa desolada, ele acaba adotando um bebê, que recebe o nome de Damien. Parecia ser um conto de fadas para essa família. Porém, à medida que a criança cresce, várias mortes acontecem com o passar do tempo. Robert finge que seria uma coincidência, mas o mesmo não acontece com sua esposa. Daí, um padre chega para alertá-lo sobre o perigo que ocorre em seu redor. Outro que também fica preocupado é o fotógrafo, que descobre alguns sinais coincidentes. Logo a seguir, tudo se encaix...