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O Livro do Disco: Sepultura - Chaos A.D.

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Se o Roots (1996) foi fundamental para que o Sepultura ganhasse projeção universal, com toda a certeza, Chaos A.D. (1993) foi o divisor de águas para que a banda mineira conquistasse o mundo todo. E foi com essa história que Vinicius Castro escreveu sobre o disco, lançado ano passado pela Editora Cobogó, na coleção O Livro do Disco. Todo fã sabe de cor a trajetória do Sepultura, quando se iniciou em 1984, com os irmãos Max e Iggor Cavalera, ao lado de Paulo Xisto e Jairo Guedz. Depois, com a saída do Tormentor, veio Andreas Kisser. Foram falados os primeiros discos, como Bestial Devastation, Morbid Visions, Schizophrenia, Beneath The Remains e Arise. Até chegar ao ponto mais importante. No livro, foi falado a escolha do produtor, o estúdio, as influências, as composições, os truques, etc. Sem falar que foi abordado, faixa-a-faixa, cada detalhe não foi ignorado. Neste blog, já falamos do disco todo (se puderem conferir, serão grato!). Mas, o que importa é que ele foi uma esc...

Bloco do Esquadrão da Tortura incendeia o Sesc

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Numa sexta-feira de Carnaval, dia 13, não é só folia e samba no pé. O dia 13 de fevereiro marcou, também, o 56º aniversário de lançamento do álbum de estreia do Black Sabbath, que deu o ponto de partida para a criação do Heavy Metal. 56 anos depois, o estilo foi homenageado pela banda paulistana Torture Squad, que fez um show no Sesc Bom Retiro. Com o público chegando aos poucos, mesmo com a cidade tomada pelo temporal, os portões se abriram à partir das 19h00, enquanto, do lado de fora, estava sendo montado a banca de merchandising. Entre os produtos, estavam à venda os CDs de Falchi, projeto-solo da guitarrista Jéssica Di Falchi, que foi a convidada do show. Foto: Vini Vieira (@vinivieirafilmmaker) Entre os assuntos mais comentados, estão a "possível" ida da vocalista Mayara Puertas à banda Arch Enemy, que vai se apresentar no dia 25 de abril, no Bangers Open Air. Porém, um fos fãs me mostrou um vídeo da própria Mayara dizendo que NÃO será vocal da banda sueca,...

Machine Head - Through The Ashes of Empires

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Depois de experimentar o puro suco do Nu-Metal, o Machine Head resolveu se redimir com seus antigos fãs e voltar a tocar o Groove Metal, dos tempos do Burn My Eyes. Então, Robb Flynn, Dave McClain e Adam Duce chamam o Phil Demmel para gravar Through The Ashes of Empires, em 2004, com produção do Robb e mixagem de Colin Richardson. Começando com Imperium, o disco mostra o poder de enxofre exalando nas entranhas. Bite The Bullet é introduzida por Dave. Várias faixas nos remetem ao Groove Metal fos anos 90, em que Sepultura, Pantera, Biohazard, Prong e Ministry eram as bolas da vez. Mas, também têm muitas influências do Metal Americano dos anos 2000, com bandas, como Killswitch Engage, Lamb of God e Hatebreed. Robb Flynn e Phil Demmel retomaram a parceria, dos tempos do Vio-Lence. Um belo recomeço para o Machine Head.

Machine Head - Carthasis

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Quando o Robb Flynn veio ao Brasil para a terceira apresentação do Machine Head, ele disse em uma coletiva online, que ouviu um depoimento de um fã que, ao ouvir a faixa Carthasis, ele se livrou do suicídio. Aquilo mexeu muito com o líder da banda. Lançado em 2018, o nono disco, Carthasis, mostra que, após o auge avassalador dos discos antecessores, a criatividade parece um pouco desgastada. Há momentos bons, como a própria faixa-título, Volatile, Kaleidoscope e Beyond The Pale. De resto, apenas faixas relevantes e sem muita empolgação. O que não quer dizer que é um disco ruim. Mas, pouco inspirado. O que é uma pena também é que Carthasis é o último disco com a participação do baterista Dave McClain e do guitarrista Phil Demmel. O disco vem com um DVD bônus, de um show ao vivo, gravado em Regency Ballroom, em São Francisco/CA (EUA), em 21 de fevereiro de 2015, na turnê do disco Bloodstone & Diamonds. Aquele show mostra o poder de fogo do Machine Head.

New Democracy - The Plague

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O Antigo Egito sempre foi tema para o Heavy Metal, no âmbito geral. Basta ver a icônica capa de Powerslave, do Iron Maiden, além da banda de Death Metal Nile, cujos álbuns falam desse tema, abertamente. Mas, também, existe uma banda que também abraçou essa ideia. E foi a mineira New Democracy, que lançou, em 2022, o segundo disco The Plague. Totalmente conceitual, o disco aborda sobre a civilização egípcia, evocando os deuses e os faraós. Além do som, totalmente influenciado por In Flames, Soilwork, Gojira, Behemoth, Dimmu Borgir. Tomara que as pragas não corroam nas almas dos integrantes.

Noite de folia metálica no Burning House

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Colaborou Johnny Z (Metal na Lata) Fotos: Rodrigo Silva Faustino Em pleno domingo — ora ensolarado, ora nublado com garoa — a cidade de São Paulo promoveu, em pleno Carnaval, diversos blocos de rua espalhados por vários pontos da capital. Mas o fã de Metal não está nem aí para fantasias (ou para sair quase sem roupa, como a maioria dos foliões!). No dia 8 de fevereiro, aconteceu a segunda edição do Dark Dimensions Fest, reunindo as apresentações das bandas consagradas Forbidden, Vio-Lence, Venom Inc., com abertura da brasileira New Democracy. Enquanto o público começava a chegar, era possível ver integrantes das bandas passando o som, saindo da casa para fumar um cigarro ou tomar um ar na rua, além de trocar rápidas palavras com os fãs e tirar fotos. Tudo na maior simpatia, exatamente como todo fã — e qualquer ser humano de bem — deseja. Palmas para todos, que foram extremamente solícitos e, na maioria das vezes, tratavam os fãs como velhos amigos de décadas. Esse é o espírito que o Me...

Fatos de TV: Show da Noite - a Noite "aziaga" que acabou com o programa.

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Foto: Memória Globo Na história da TV brasileira, houve vários imprevistos e, também, tragédias anunciadas. Quem se recorda quando, em 1986, no SBT, o apresentador Flávio Cavalcanti passou mal durante seu programa e foi levado ao hospital em seguida? No seu lugar, Wagner Montes assumiu o posto, mas, horas depois, o grande apresentador morreu devido ao infarto fulminante. O SBT ficou fora do ar, devido ao ocorrido, em respeito ao Flávio Cavalcanti. Porém, esse caso NÃO foi o único na TV. Vamos voltar em 1965, quando a TV Globo foi inaugurada, em 26 de abril. Um dos primeiros programas foi o Show da Noite, apresentado pelo ator e dramaturgo Gláucio Gil. Foi um programa de entrevistas com presença do auditório, além de quadros aleatórios. O programa recebeu inúmeros convidados, como Baden Powell e Vinicius de Moraes. Além de um quadro na Quarta-feira, com a presença de Dick Farney. A direção do programa ficava por conta de Wilson Rocha e o roteiro com a colaboração de Haroldo ...