Quatro anjos demoníacos invadem o Hangar 110


Depois de um fim de semana intenso, com o Bangers Open Air, São Paulo tenta voltar ao seu cotidiano. Porém, a maratona de shows continua à todo vapor. Na terça, os americanos do Nevermore se apresentaram no Carioca Club, depois de um show memorável, no Bangers. Mas, na Zona Norte, praticamente no Bom Retiro, ocorreu o show da Crypta, no Hangar 110.

A fila estava se movimentando, apesar da chuva que tomou conta da entrada no recinto. As portas abriram às 19h00 e os fãs se deslocavam na frente do palco, e também acompanhando a banca de merchandising.

Quando soou às 19h30, as cortinas do palco se abriram e eis que Allen Key abriu o espetáculo. Karina Menascé e seus asseclas tocaram com muita intensidade, seja com seu Metal pesado e também com a vocalista nos emocionando ao tocar piano. E teve até circle pit, no momento Thrash. A banda ainda estava divulgando seu disco The Last Rhino e alguns singles que vÊm lançando. Ponto positivo.

O local estava abarrotado e quando soou 21h00, as cortinas se abriram e a introdução sinistra fez com que o público entrasse em euforia. Claro, não é à toa que Fernanda Lira, Tainá Bergamaschi, Luana Dametto e a nova "membro da família" Victória Villareal são, até o momento, a maior expoente do Metal Brazuka.

Elas começaram o massacre com Death Arcana, e a roda virou redemoinho no Hangar. Depois, vieram com Lullaby For The Forsaken e Poisonous Apathy, fazendo o mais radical fã se emocionar com a melodia da música. Aí, foi com The Outsider, que o público gritou o refrão à pulso. É nessa música que Tainá se destaca. Pra mim, ela é a guitar hero do momento.

A surpresa veio com I Resign, que foi adicionada no set. Alguns falam que é a "balada" da Crypta, o que eu concordo. Balada de sangue"! Depois, vieram com Dark Clouds e Strongold, com o meio da música em destaque.

Vale um comentário: eu já acompanho a Crypta desde 2022, e pelo que eu vi, elas adquiriram muita experiência no palco, seja nas performances e até na conexão com seu público. A entrada da Victória foi momentânea, ela se entrosou melhor com as meninas. Ela, recentemente, ganhou do fã-clube The Outsiders, o CPF e o Cartão do SUS (ambos simbólicos!), fazendo ela se enturmar com os brasileiros. Só falta aprender a falar nossa língua e conseguir cidadania!

Outro ponto a ressaltar é a atuação do fã-clube The Outsiders. Eu, que sou membro do grupo do WhatsApp deles, acompanho toda a rotina deles, com relação à banda. Eles mostram sua dedicação e empenho para mostrar à banda que são determinados. Parabéns à The Outsiders!

Voltando ao Show, a Crypta tocou Under the Black Wings e a Tainá introduz seu momento acústico com The Other Side of Anger. Aí, dão uma pancada com Trail of Traitors e Dark Night of the Soul.

Fernanda Lira ficou emocionada com o tamanho do público no Hangar, sempre comunicativa e radiante. Luana é um anjo demoníaco. Sua técnica é absurda e precisa. Devo dizer que as quatro são anjos caídos do Paraíso, dando aviso ao Juízo Final na Terra. Fernanda veio com a cacetada Starvation, fazendo o Hangar se matar. Aí, vieram com Lord of Ruins e finalizando com o hit From the Ashes.

No final, a banda recebeu à todos, com fotos e autógrafos. O fã-clube The Outsiders tirou uma selfie com todos os fãs envolvidos. Agora, é hora de voltar pra casa e descansar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Metal Retrô na Igreja metálica de SP

São Paulo ferveu e Galeria entrou em erupção

Burning House virou o buraco do Satã

No Piquenique Havia Morteiros

Mais uma vez a Tropa do Terror invade a Zona Leste

Krisiun estreia o ano com dois pés no peito

Paradise in Flames - Blindness

Evilcult - The Devil is Always Looking for Souls

Ratos promovem o "culto" no Belenzinho

Fernanda Lira reencarna Amy Winehouse em um show quente