Maio termina com festival extremo brasileiro


A cidade de São Paulo viveu dias intensos de frio. Mas, nada como sair de casa para conferir o melhor do Metal pesado. E o dia 30 de maio foi palco para o Burning Extreme Fest, realizado no Burning House, localizado na Água Branca, Zona Oeste da cidade.

Ao entrar no recinto, vemos as bancas de merchandising montadas, com vários itens das bandas que se apresentaram.

A primeira foi a Chaoslace, um Power trio de Thrash/Brutal Death Metal, formado por Leandro Nunes (vocal e guitarra), Rafael Montana (baixo) e "Diogro" Rodrigues (bateria). Eles ainda divulgavam o disco de estreia Inhuman Terror Cult (2018), e tocaram faixas desse disco, além da cover de Kings of Killing, do Krisiun. Uma Banda que mostra intensidade e técnica apurada.

Conforme fora combinado, cada banda teve tempo de apresentação, ou seja, 40 minutos por banda.

A segunda, em seguida, foi a Sacrifix, com seu Thrash Metal visceral. Formado por Frank Gasparotto (vocal e guitarra, ex-Kamboja, Goatlove, Anthares), Felipe Tonini (baixo) e Fábio Moysés (bateria), a banda tocou as músicas dos discos World Decay 19 (2020), The Limits of Thrash (EP, 2021), Killing Machine (2023) e Let's Thrash (EP, 2025), mostrando sua pegada e incitando o público a se movimentar, com poucos circle pits. 

Obviamente, a plateia estava tão contida, que, mesmo com o frio intenso, parece tentar agitar. O que não quer dizer que os shows foram chatos, nem pensem nisso!

Após uma pausa para tomar uma cerveja, era hora da banda Faces of Death resolver estremecer o Burning House com seu som extremo. A trupe, composta por Laurence Miranda (vocal e guitarra), Sylvio Miranda (baixo), Igor Nogueira (bateria) e Maurício Filho (guitarra), estão em uma mini turnê pelo Brasil, antes de embarcar, pra primeira vez na Europa.

E começaram com Priests From Hell para a casa pegar fogo. Daí, vieram com New World Order, Fucking Human Gods e Usurper of Souls. Laurence incitou o público a se matar, enquanto o gigante Igor destrói a bateria, com maestria.

A seguir, vieram dar tapas na cara com Evil, Stronger Than You, It's Calling Me Out... Suicide! e Killer In The Namd of God. O baterista pegou o microfone e fez um discurso emocionado, agradecendo a presença do público, exaltando o apoio ao Metal Brazuka.

O final veio com a marcante e explosiva Terror em Barbacena. Com certeza, o Faces of Death vai cravar seu nome no velho continente, como ocorreu com muitas bandas brasileiras.

Depois de se esgoelar, outra banda resolve dar continuidade ao massacre. Formada por Mauro Punk (vocal), André Gubber (guitarra), Luiz Berenguer (baixo) e Edison Alves (bateria), a Siegrid Ingrid detona à todos com seu crossover violento, com Murder, Nojo, Forces e The Path of Nothingness.

Essa banda mostra que, mesmo com o longo hiato que tiveram, estão bem mais entrosados e afiados do que nunca. O set se seguiu com Never Again, The Falsity is True, Damned Convictions e When You Die.

Mauro dá passos gigantescos, como se estivesse pisando num formigueiro. A seguir, tocaram Drásticas Consequências, Depressed, Demência e a derradeira Enéias/Suicide.

Passada as bandas, era hora da The Damnnation encerrar o festival. Formada por Renata Petrelli (vocal e guitarra), Fernanda Lessa (baixo) e Camila Almeida (bateria), a banda tocou seu set, com direito à discursos da Renata. O começo veio com Burning Rain, depois com World's Curse, Way of Perdition e This Pain...

A banda mostra técnica e atitude, sem falar do carisma das moças. Logo, vieram com Grief of Death, Stoned e Parasite. O encore veio com Before the Drowning, Apocalipse e finalizando com Hatred Genocide.

O saldo do festival foi extremamente positivo, todas as bandas tocaram no tempo certo e, acima de tudo, acabaram cedo, antes das 22h00, para que o público possa voltar para casa, sem transtorno.

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