Amores Brutos (2000)
Na Vida real, um acidente de carro pode acontecer com qualquer pessoa. Mas, e se, num mesmo acidente, pode ter, ao mesmo tempo, 3 pessoas diferentes?
Foi esse o conceito do filme Amores Brutos, dirigido por Alejandro G. Iñárritu, sendo o seu primeiro longa-metragem da sua carreira.
O filme é o primeiro da trilogia do Alejandro, cujo conceito são subnarrações relacionadas com o mesmo acontecimento. Os filmes seguintes foram 21 Gramas (2003) e Babel (2006).
Estrelado por Gael García Bernal, o longa entrelaça, em um acidente de carro, algumas histórias pessoais: Octávio, um dono de um cão de rinha, que sonha em fugir com a sua cunhada; a de Daniel, empresário que abandona a esposa para viver com a modelo, que tem sua imagem estampada no edifício; e a do Chivo,um catador e assassino de aluguel que busca mudar de vida e voltar à família.
São histórias que nos fazem ter sensações de raiva, remorso e, acima de tudo, redenção aos seus erros. O caso da modelo, após o acidente, ela se vê num sentimento de culpa, por sua obsessão pela beleza.
Inclusive, no filme inteiro, quem rouba a cena são os cachorros, tanto o do Octávio quanto os do Chivo, que acaba adotando o cão de rinha, ferido no acidente.
Amores Brutos foi sucessos de crítica, sendo premiado com 11 prêmios Ariel, entre eles o de melhor Filme, diretor e ator. Outros prêmios foram o BAFTA, de melhor filme, Prêmio da Crítica do Festival de Cannes, além de ser indicado ao Oscar de melhor Filme estrangeiro, em 2001.
O filme foi considerado pelo The New York Times como um dos 1000 melhores filmes do mundo.
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