Som Extremo conquista São Paulo no aniversário do Wacken


O maior festival de Metal do mundo completa 35 anos, e nada melhor do que os países comemorarem com um mini festival, chamado Warm Up Party, realizado em diversas nações. E o Brasil não poderia ficar de fora, pois a organização do Bangers Open Air fez esse mini festival.

O local escolhido foi na Audio Club, localizado na Barra Funda, próximo ao Terminal Barra Funda, em São Paulo. As bandas que se apresentaram foram Krisiun, Korzus, The Troops of Doom e The Mist.

Adentrando ao local, vimos os headbangers fazendo fila, em meio ao calor extremo, mas com algumas nuvens, ameaçando de chover (coisa típica da cidade).

A imprensa foi deslocada entre o estacionamento da Audio com a Vila Country. E lá dentro, podemos ver as bancas de merchandising sendo montadas, com várias variedades.

A primeira banda a se apresentar foi a mineira The Mist, liderada pelo lendário vocalista Wladimir Körg, divulgando seu bem sucedido álbum The Dark Side of The Soul. O show foi apenas um aquecimento, pois o público se agitava, mas não havia circle pit. O set foi baseado em músicas novas e vários clássicos da banda. Körg se momentânea com seu pedestal, de um lado para o outro, enquanto o resto da banda se mostrava competentes em seus instrumentos. Ponto positivo.

Na Audio, para consumir uma bebida, estavam apenas quiosques de caixas, com cardápio e maquinistas de cartões. Só fazer o pedido, ela libera um papel com o código QR. Apesar da dificuldade de tirar o boleto, pelo menos, o fã pode se esbaldar.

A segunda banda foi a The Troops of Doom. No começo, tocava God of Thunder, do Kiss, sendo que ela foi regravada pelo próprio Troops, junto com Chuck Billy (Testament), Andria Busic (Dr. Sin), Martin Furia (Destruction) e P.J. (Jota Quest). Vale lembrar que foi a última música gravada por Marcelo Vasco, que saiu da banda.

Os integrantes Alex Kaffer, Alexandre Oliveira, o guitarrista Guilherme Costa e Jairo Guedz adentraram no recinto e iniciaram o massacre com Dethroned Messiah. Alex incitou o público ao homicídio coletivo, com circle pits violentos. Depois, tocaram Chapels of The Unholy, Far From Your God, Altar of Delusion, além do Bestial Devastation, do Sepultura. 

De lá pra cá foram só pedradas sonoras, como The Rise of Heresy, The Confessional, The Monarch, outra do Sepultura, Morbid Visions, e terminaram com a Troops of Doom, para o massacre acabar. Ou retomar?

Entre as pessoas ilustres presentes, estavam Paulo Jr. (Sepultura), Felipe Machado e Leandro Caçoilo (Viper), Amílcar Christóraro e Renê Simionato (Torture Squad), Helena Nagagata, Ana Clara Mafra e Gastão Moreira.

A terceira banda entrou com novidade. Ao som de Guilty Silence, Rodrigo Oliveira, Dick Siebert, Jean Patton, Jéssica Falchi e Marcelo Pompeu retomam o genocídio em massa. Em seguida, vieram com Truth, Agony, Catimba, Victim of Progress e Vampiro.

Pompeu chamou Mayara Puertas (Torture Squad) pra cantar Discipline of Hate. E para saudar a nova fase, tocaram No Life Within. Jéssica e Jean se completam, só lado dessas lendas. Na banca de merchandising do Korzus, estavam vendendo cópias do EP Solace, da "gata da guitarra".

Após isso, tocaram Never Die, What Are You Looking For, Raise Your Soul e Guerreiros do Metal. É muita emoção poder ver o Korzus radiante e mais forte do que nunca. O final veio com Correria.

E não pára por aí. A última banda da noite prometia explodir, no melhor sentido, porque, ao entrarem no palco, os irmãos Max, Moysés Kolesne e Alex Camargo, foram ovacionados. Alex disse a frase mais icônica de todas: "O Krisiun Está Aqui". E soltaram Kings of Killing, para a plateia se descabelar e se socar, com o "mosh nosso de cada dia".

Era só um festival de clássicos do Krisiun, como Combustion Inferno, Hateed Inheit, Conquerous of Armageddon e Blood of Lions (que virou hit máximo). Uma ressalva aqui: ao contrário das outras bandas, o som do Krisiun estava muito alto, até mesmo quem estava na outra parte podia ouvir o barulho ensurdecedor da banda. Não precisava aumentar o som do P.A., vai saber se têm alguém com problemas de audição ou não gosta de barulho (o que não é o meu caso!).

Max mostrou à todos sua técnica absurda, socando a bateria e sem ter que provar que não é mecânica. Outro que também mostrou sua técnica é Moysés, se tornando o Guitar Hero do Death Metal. O final apocalíptico veio com Black Force Domain, com o refrão cantado em uníssono.

Realmente, um sábado inesquecível e com shows pra botar na conta. Parabéns à organização e à Audio, por esse mega evento. As bandas também fizeram bonito, sem dever nada às estrangeiras. Uma prova de que aqui no Brasil pode, sim, fazer eventos da melhor qualidade.

Esperamos que o Bangers Open Air seja um mega espetáculo de primeiro mundo.

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