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Imprevistos no show do Destruction

Domingo é um péssimo dia para ver shows ao vivo. Eu, que não sou bobo nem nada, pude conferir o show da banda alemã Destruction, no centro de São Paulo. Havia uma fila enorme, mas o problema foi um imprevisto que a banda gringa e a Nervosa tiveram em Manaus, quando atrasou o voo para SP. Taí a cara de raiva da então vocalista Fernanda Lira. Problemas à parte, a abertura da banda de meninas deu conta do recado. Elas estavam "P da vida", musicalmente falando. Pelo olhar do público machista, o que eles querem é outra coisa, que me recuso a publicar aqui. Nervosa destilou veneno potente na cara dos tarados de plantão, e as minas foram ovacionadas. Um aquecimento para o que viria por aí. Destruction ergueu a bandeira do Thrash Metal alemão e surfou um mar de clássicos da sua carreira. Outro problema foi a microfonagem, deixando o vocalista Schmier puto da vida, chutando os fotógrafos. Foi um bom show, para deixar os ânimos leves.

Invasão extrema em São Paulo

2018 resolvi voltar a frequentar shows. E não poderia ser diferente, pois queria ver duas bandas gringas, ao mesmo tempo. E são extremas, por natureza: Cannibal Corpse e Napalm Death. O Carioca Club abrigou todos os fãs para testemunhar um massacre sonoro, que tomaria conta do recinto. E, de quebra, comprei um DVD do Cannibal Corpse. O Napalm Death abriu os shows com aquilo que eu esperava: rodas e mais rodas violentas, assim como O Som. Barney parece um lunático, correndo de um lado para o outro, quase tropeçando. Pela segunda vez, vi Shane Embury em ação (o primeiro foi com o Brujeria, em 2007). A banda inglesa deu uma amostra de fúria e impiedade para o público, sedento por sangue. Clássicos e mais clássicos foram cantados pelo vocalista. A banda, a seguir, é a mais esperada. E parece que adora o Brasil. Desde 2000, o Cannibal Corpse botou o nosso país em sua rota (Não sei porque o governo federal não proibiu!). E o publico parecia um rebanho, pronto para seu abatido, com músicas sa...

Calor infernal no show do Brujeria

O ano era 2007, e era final de ano. Eu estava de ressaca pós-TCC da faculdade. E queria aproveitar o momento de curtir o show do Brujeria. Era o meu primeiro show internacional que eu iria. Quando eu cheguei, havia uma fila de headbangers na porta do Inferno Club, da Rua Augusta (SP). Todos estavam aproveitando o momento de frequentarem os bares. Entrando na casa, percebi o sufoco que eu iria passar, com o imenso calor, que rondava o ambiente. Deveriam ter uma área de ventilação para o recinto. Ponto negativo para A casa. Claustrofobia abria o show, chamando o público (que estava se matando de calor) para o massacre sonoro. Recém-chegados da Europa, a banda não perdoou ninguém, com os sons que estavam tocando. Depois disso, era a hora mais esperada do sábado: Brujeria contagiou a todos, com sons extremos e sujos, que só eles sabem fazer. A formação contava com Fantasma e Juan Brujo nos vocais, Shane Embury na guitarra, Jeff Walker no baixo e Adrian Erlandsson na bateria (Ambos com codi...

Mini-Ozzfest no Parque Antártica

2008 eu fui ao extinto estádio Parque Antártica (SP), para ver o Ozzy Osbourne. Ele estava em turnê no seu disco Black Rain, ao lado das bandas Black Label Society e Korn. Eu estava em êxtase, mas também nervoso, pois estava com prenúncio de chuva na capital paulista. A primeira banda foi a BLS, do Zakk Wylde. Era a primeira vez que o guitarrista toca, ao mesmo tempo com Ozzy, com sua banda no Brasil. O que não falta é talento e feeling de Zakk, ao tocar seus hits, como Suicide Messiah, Concrete Jingle, Fire It Up, Bleed For Me e Stillborn. Ponto para essa banda, que fez um batismo alcoólico no Brasil. O Korn tocou, em seguida, com direito a pingos de chuva no estádio. Eu considero a banda mais deslocada do show, mas ela não fez feio e o público ficou provocando, gritando Ozzy. Depois do show do Korn, era a hora mais esperada da noite: Ozzy Osbourne levantou a galera com hits e clássicos de sua carreira. A formação, na época, é cultuada: Zakk Wylde, Blasko, Mike Bordin e Adam Wakeman. ...

Sepultura - Quadra

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Qualquer fã está careca de saber sobre a história do Sepultura. Desde que houve a ruptura entre o Max Cavalera e o restante da banda, os fãs ficaram apreensivos sobre o que aconteceria sobre o futuro da banda. Quando recrutaram Derrick Green para os vocais, a dúvida ainda permaneceu. Hoje, mais de vinte anos depois, lançaram vários discos, com três bateristas diferentes, e aquele espírito do Sepultura continua intacto. Derrick, Andreas Kisser, Paulo Jr. e Eloy Casagrande mantiveram o mesmo espírito e a pegada brutal, que nunca desperdiçaram. Depois do bem-sucedido Machine Messiah (2017), a banda se enfurnou na Suécia com o produtor Jens Bogren e lançaram Quadra. Andreas encontrou no livro The Quadrivium, o conceito de quatro artes liberais: a música, a cosmologia, a geometria e a matemática. Quadra também significa os quatro integrantes do Sepultura, e também o momento de manifestação, quando as coisas acontecem. Mas, vamos as músicas do disco. Abre com Isolation, o ...

Sepultura - Arise

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Em uma época remota, em que as bandas de Metal estão desaparecendo da grande mídia, somente uma banda tomou, de assalto, o cenário, declarado morto, para os críticos. O Sepultura estava a todo vapor, depois do bem-sucedido Beneath The Remains (1989). Agora, teve total apoio da Roadrunner, tanto comercial quanto musical, com direito a um empresariamento da Glória (na época ela, ainda não era casada com o Max). Mais uma vez, a banda contava com Scott Burns na produção e Andy Wallace na mixagem, e o estúdio foi o Morrisound, na Flórida (EUA). Mal sabia eles que a empolgação era no nível máximo. Para dar um gostinho especial, a organização do Rock In Rio chamou o Sepultura para tocar no Maracanã, ao lado de feras metálicas (Megadeth, Queensryche, Judas Priest e Guns 'N Roses). E os fãs tiveram a melhor notícia de todas: foi lançado o Arise, em uma edição especial, com a parte da capa original. Com aquele Thrash Metal de estraçalhar o crânio, Arise começa com a intro sinistra, para a fa...

Pink Floyd - The Dark Side of the Moon

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Um marco na história da música mundial. Essa é uma das inúmeras definições do aclamado disco do Pink Floyd. O Dark Side of The Moon foi concebido no famoso estúdio Abbey Road, com produção da banda, com a ajuda do Alan Parsons. Foi lançado em 1973. A gravação foi toda pensada, marcando a nova fase da banda, após a saída do Syd Barrett, por causa dos problemas mentais. O som ficou mais dinâmico, com direitos a inúmeras nuances tecnológicas. Todas as músicas são peças fundamentais e podem ser ouvidas, na íntegra. Speak To Me abre o disco, para Breathe deixar chapado, para, a partir daí, On The Run nos transportar para o espaço sideral. O barulho dos relógios introduz o clássico Time, com os vocais de David Gilmour e Richard Wright embelezarem o ambiente, incluindo um dos solos de guitarra mais belos de todos os tempos. Haja feeling. The Great Gig In The Sky é outro momento de beleza, com aquele vocal feminino de aplaudir. Clare Torry gravou os vocais. Outra que ...