Nervosa "esquenta" a Noite no Carioca Club
São Paulo, dia 7 de setembro, feriado nacional. Enquanto o paulistano está quase voltando da folga prolongada, o headbanger enfrenta o frio intenso para conferir o show da Nervosa, em pleno Carioca Club, na Rua Cardeal Arcoverde, em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo.
À medida que chegava a hora dos portões se abrirem, alguns fãs se engalfinharam na fila. Quando deu 18:00, os fãs entraram e lá dentro fizeram um mutirão para conferir as bancas de merchandising.
A primeira banda da noite foi a Blades of Steel, liderada pela vocalista Yara Häag, toda trajada de Red Sonja e erguendo seus punhos. Com uma banda entrosada, tocaram músicas do seu álbum de estreia autointitulado, além do single Riders On The Night, cuja música foi gravada também pela Prika Amaral, expectativa essa que foi frustrada por muitos presentes que queriam vê-la cantando com o Blades.
O final foi apoteótico, com Yara empunhando sua espada de guerreira, ao som de Blades of Steel. A banda toda foi ovacionada. Tomara que essa apresentação possa fazê-la crescer ainda mais, conforme o tempo.
A segunda banda da noite foi Carro Bomba, ao som de Máquina. O set todo foi só de músicas pesadas e agressivas, apenas para combinar com a noite. Tocaram O Foda-Se, Punhos de Aço, Carcaça, Bala Perdida e Refugo. Rogério Fernandes tem gogó de aço, enquanto os irmãos Marcello Schevano (guitarra) e Soneca (baixo) empunham seus instrumentos, de forma linear. O baterista Roby Pontes deu conta do recado, espancando seu kit.
Antes de tocarem Mondo Plástico, Rogério chamou a Yara Häag para vir ao palco e "emprestar" a sua espada. Pedido feito e ela desfilou "cortando" o ar. O final veio com Migalhas, do seu último disco que leva o nome da música. Ponto positivo para o Rock Brazuka.
Às 21:00, as cortinas abriram e eis que Prika Amaral, Helena Kotina, Emmelie Herwegh e Michaela Naydenova se juntam e tocam Impending Doom, do disco Slave Machine. Elas tinham voltado de dois shows anteriores, sendo um deles o Rock In Rio, que se apresentou com o Black Pantera.
Logo a seguir, tocaram Seed of Death, Masked Betrayer e Ghost Notes. O show faz parte da turnê de lançamento do disco Slave Machine, fortíssimo candidato à melhor disco do ano, sendo a primeira vez que Michaela toca no Brasil com a banda.
Após Perpetual Chaos, tocaram Behind The Wall, Nailed The Coffin e Death!. Prika estava radiante ao voltar a tocar em São Paulo, se sentindo em casa. E seu vocal está muito mais brutal, sem dever nada às anteriores Diva Satanica e Fernanda Lira. Já as musicistas são de primeira linha. Helena é uma Deusa grega da guitarra, Emmelie tem muita segurança e Michaela é uma máquina russa.
Tocaram Kill The Silence, You Are Not A Hero, Ungrateful e Endless Ambition e Guided By Evil. E nesse show, Prika fez algo diferente: a Nervosa homenageou Rita Lee com Ganhando Não. em entrevista à Rolling Stone Brasil, Helena disse que a saudosa Rainha do Rock é a "Ozzy Brasileira". Quem somos nós para discordar? E a versão ficou ótima. O final veio com Slave Machine e Jailbreak, dedicada aos Headbangers.
Realmente, assistir ao Show da Nervosa é sempre uma experiência enaltecedora e deslumbrante. Tomara que repitam isso, num futuro próximo. Pois São Paulo, apesar do frio, a noite deu um quentinho no coração.
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