Passado e Presente no fim da Folia Paulistana

Passado a folia e os blocos, a Cidade de São Paulo, novamente, foi palco do Metal Extremo, com a realização do Overload Beer Fest, no dia 21 de Fevereiro, no Carioca Club. E a noite promete ser uma fusão do passado com o presente, pois as atrações são de dar água na boca, com Obituary, Vulcano, Eskröta, D.E.R. e Cemitério.

Antes disso, na sexta-feira, os ingressos estavam esgotados, com certeza absoluta de que a casa estaria mais cheia. Afinal, o Carioca Club tem estrutura impecável, com direito à área livre para todos tomarem um ar e fumar um cigarro.

Quando soou às 17h00, o público entrou e, alguns ficaram na frente do palco, outros resolveram andar pelas dependências e conferir as bancas de merchandising. Entre elas, estavam o da Overload, com caixas de CDs importados, camisetas customizadas e copos oficiais do festival, além de área de comidas e bebidas. Ponto positivo para a organização da Overload.

A primeira banda foi a Cemitério, com seu Death Metal cantado em português e músicas baseadas em filmes de terror. Mal a primeira música começou e iniciou-se uma roda violenta. Foi uma festa da sociedade satânica no Carioca. A banda está de parabéns.

A seguir foi a D.E.R., com seu grindcore violento. Sem muito papo, emendaram uma música atrás da outra, causando um Apocalipse sonoro no palco. Um show tão bom, que ficou com um gosto de quero mais.

Antes de falar da próxima atração, o festival, que iria ser realizado no ano anterior, foi transferido pra esse ano, por questões de logística. Nas últimas semanas, houve alteração. O Surra foi substituído pela Eskröta. Recentemente, fomos bombardeados com a notícia de que a banda santista iria fazer uma pausa indeterminada. Uma pena, pois o Surra era ótima no palco.

Voltando ao que interessa, a Eskröta resolveu "apagar o incêndio" e mandou A Bruxa. Yasmin perguntou "quem gosta de Thrash? Quero ver Mosh!". E mandaram com Playbosta. Aí, mandaram um recado aos machistas violentos com Mantra. A Eskröta chamou Hugo Golon, do Cemitério, para cantar Filha do Satanás. O encerramento veio com Mulheres Combinam com Sucesso. E a roda virou furacão.

Em seguida, os integrantes do Vulcano tocaram uma introdução sinistra, para, a seguir, o lendário Angel fazer o anúncio: "Os Portais do Inferno Se Abrem". Louzada assume o vocal e csnta seus clássicos da banda. Não é à toa que Vulcano tem reconhecimento internacional, mesmo sendo uma banda underground. Era roda, mosh e pogo. A casa era pequena demais para a lendária banda. Ao final, Angel assumiu o microfone e cantou Total Destruição e Guerreiros de Satã. O cheiro de enxofre se exalou no recinto.

Com a casa abarrotada de gente, o Obituary iniciou com Redneck Stomp, para que John Tardy pisasse no tapete de sangue. O negócio ficou violento mesmo. Os sons novos viraram clássicos. Mas, o Show era comemoração dos 35 anos de Cause of Death. Esse disco foi um dos mais icônicos do Death Metal da Flórida. Se eu pudesse fazer um ranking, eu faria o seguinte:

1 - Cause Of Death (Obituary)
2 - Deicide (Deicide)
3 - Tomb of the Mutilated (Cannibal Corpse)
4 - Altars of Madness (Morbid Angel)
5 - Scream Bloody Gore (Death)

Voltando so show, eles deram um breve e tocaram Circle of The Tyrants, do Celtic Frost. O vocal do John foi influenciado por Tom G. Warrior. O resto da banda mostra que tem culhões. O irmão de John, Donald, é uma máquina. Os guitarristas Trevor Peres e Kenny Andrews se combinam. O baixista Terry Butler possui um currículo de dar inveja. O final veio com Slowly We Rot, com requinte de crueldade extrema.

Foi uma festa regada à muito sangue e cabelo derramado. Que venham mais eventos, como esse!

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