Cólera causa um pandemônio coletivo no Sesc Belenzinho
Eu gostaria de fazer esse texto sobre o show do Cólera, que foi realizado nonSesc Belenzinho, justo no dia 10 de Outubro. Pois foi, justamente, no dia do meu aniversário, em que completei 42 anos. Com certeza, esse dia prometia ser especial. E foi mesmo. E também por ser o primeiro show da banda na minha vida.
Eu tinha visto muitas bandas de Rock e Metal, tanto nacionais quanto internacionais, experiências inacreditáveis e inesquecíveis, conheci pessoas incríveis que curtem um bom som pesado e compartilham gostos similares.
Voltando ao Cólera, eles comemoraram 40 anos do lançamento do disco Pela Paz em Todo o Mundo, um dos discos mais bem-sucedidos do Punk Nacional, que vendeu 85 mil cópias e foi eleito pela Rolling Stone Brasil como o 2º disco mais importante do Punk Rock Brasileiro. Eu, inclusive, "me presenteei" com um vinil espetacular.
O público compareceu em peso, totalmente sold out (teve até gente querendo um ingresso de outras pessoas pra poder entrar!), pessoas de diferentes idades, sejam idosos, crianças e pais levando seus filhos pra ver a banda.
Chegada à hora, Pierre (bateria), Val (baixo), Fábio Belucci (guitarra) e Wendel Barros (vocal) entram no palco e são ovacionados pela galera. Pierre fez seu discurso inicial, agradecendo ao público e, de forma emocionante, dedicou o show ao seu irmão Redson.
A primeira parte do show foi toda dedicada ao disco Pela Paz..., e é aí que a Comedoria do Sesc virou um pandemônio coletivo. Era rodas e circule pits gigantescos, teve até gente que caiu do chão de tão alucinado.
Pierre estava virado no capeta, sua técnica e pegada é inconfundível. Todos da banda cantavam seus hinos de resistência, sem falar dos coros do público quanto ao certo candidato à Presidente.
Pode parecer contraditório, mas Wendel, que foi aluno e amigo do saudoso Redson, mostrou competência e profissionalismo na sua performance vocal, sem dever nada ao vocalista original. Fábio mostrou habilidade na guitarra, também função que o Redson assumia. Os membros originais Pierre e Val parecem moleques, pois têm energia de sobra.
Finalizada a primeira parte, a banda tocou seu set regular, apresentando sons antigos e novos. Ao final, enquanto tirava a foto oficial no palco, junto com a plateia, Pierre fez um agradecimento ao Sesc, aos seguranças, aos roadies, à plateia, à equipe do Sesc, fez um discurso emocionante pra sua família, seus filhos e seus netos.
Com toda certeza, esse aniversariante teve o dia mais agradável da vida. Só posso dizer que foi a benção do Redson que me fez sair de casa e curtir o VERDADEIRO Punk Rock Brazuka.
Obrigado, Redson!
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