Bloco do Esquadrão da Tortura incendeia o Sesc
Numa sexta-feira de Carnaval, dia 13, não é só folia e samba no pé. O dia 13 de fevereiro marcou, também, o 56º aniversário de lançamento do álbum de estreia do Black Sabbath, que deu o ponto de partida para a criação do Heavy Metal. 56 anos depois, o estilo foi homenageado pela banda paulistana Torture Squad, que fez um show no Sesc Bom Retiro.
Com o público chegando aos poucos, mesmo com a cidade tomada pelo temporal, os portões se abriram à partir das 19h00, enquanto, do lado de fora, estava sendo montado a banca de merchandising. Entre os produtos, estavam à venda os CDs de Falchi, projeto-solo da guitarrista Jéssica Di Falchi, que foi a convidada do show.
Entre os assuntos mais comentados, estão a "possível" ida da vocalista Mayara Puertas à banda Arch Enemy, que vai se apresentar no dia 25 de abril, no Bangers Open Air. Porém, um fos fãs me mostrou um vídeo da própria Mayara dizendo que NÃO será vocal da banda sueca, afirmando que tem muitos compromissos neste ano.
Pois bem, voltando ao show, os lugares foram ocupados, quando as cortinas se abriram e eis que Amílcar Christófaro, Castor, Renê Simionato e Mayara entram para começar o massacre sonoro, com Hell is Coming, do disco Devillish. Essa música teve um momento Acústico com a bela vocalista tocando violão.
Depois, Mayara assumiu o teclado para vir com Flukeman e, encerrando a parte, com Buried Alive. Aliás, essas três faixas tiveram clipes lançados. E foi aí que Mayara chamou a galera pra perto do palco e soltar Hellbound e Murder Of A God. Foi, no momento em que se abriram as rodas, que uma das presentes foi derrubada. Claro que, nas dependências do Teatro do Sesc, não era permitido tal tumulto. Vale ressaltar que, em algumas unidades da instituição sempre houve shows mais abertos para o público se soltar, como toda casa noturna.
Relembrando o disco Pandemonium, soltaram a faixa-título, com o público gritando à plenos pulmões. Depois, Amílcar teve seu momento solo, provando à todos o porquê dele ser um dos melhores bateristas do Brasil. Sua técnica e precisão são marcas registradas. Sem falar que ele é o Chefão do Bateras Beat, escola de formação de bateristas. Depois do solo, tocaram Raise Your Horns.
É aí que Amílcar sai da bateria para falar com seus fãs, dizendo que, desde 2014, não se apresentava no Sesc, e agradeceu à todos. Foi o momento das participações especiais. Inicialmente,o Jão, do Ratos de Porão, iria tocar nesse dia, mas ele sofreu um acidente de moto e teve fratura exposta no dedo. Mas, o Show Tem Que Continuar. E chamaram Jéssica Di Falchi para fazer a festa. Com Renê assumindo o teclado, a banda (mais a Jéssica!) tocaram While My Guitar Gentle Weeps, dos Beatles. Repara que Mayara canta com muito encanto e ternura.
Outra música com a Jéssica foi a Dragon Mistress, do Marty Friedman. Jéssica come guitarra com farofa, pois ela toca com vontade.
Depois dessa homenagem, voltaram ao set e tocaram Horror And Torture, transformando o teatro num purgatório. Em seguida, tocaram Pull The Trigger e, com Amílcar socando a bateria, introduzindo The Unholly Spell.
Mas, quem pensa que acabou, se enganaram. Chamaram Jéssica novamente e tocaram The Four Horsemen, do Metallica. Óbvio que iriam tocar! Afinal, Jéssica tocou numa banda tributo à banda americana.
Ao final, distribuíram palhetas e baquetas. Lá fora, esperaram os músicos saírem para tirar fotos e pegar autógrafos. Com certeza, essa noite foi uma VERDADEIRA folia.
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