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Tudo Sobre Minha Mãe

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Um provérbio grego diz que apenas mulheres que lavaram seus olhos com lágrimas podem ver claramente. Poderia caber muito bem para quem perdeu seu ente mais querido. É o foco de Tudo Sobre Minha Mãe, do diretor Pedro Almodovar. Manuela vivia com seu filho, Esteban, assistindo filmes e depois uma peça de teatro, baseada no filme Uma Rua Chamada Pecado. Esteban queria um autógrafo de um dos autores. Porém, um acidente tira a vida dele, deixando a sua mãe completamente abalada. Foi então que Manuela tenta procurar o pai do seu filho, que virou uma travesti. Ela encontra Agrado, uma outra travesti que faz amizade com ela. Depois, vai ao encontro com Rosa, uma jovem voluntária, com muitas dúvidas de sua vida. Almodovar abrilhanta o lado feminino do filme, destacando as brilhantes interpretações das duas atrizes, entre elas a Penélope Cruz. O filme ganhou muitos prêmios, entre eles o Oscar de melhor filme estrangeiro de 1999.

Nomadland

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Em meio a crise que o mundo está (Brasil, incluindo!), pessoas perdem tudo e se tornam moradores de rua ou nomades urbanos. Nomadland fala sobre uma senhora de 60 anos que perde tudo durante a Grande Recessão e tem que viver como nomade, ao lado de pessoas, que também tem que sobreviver. Ela ouve muitas histórias de pessoas simples, dramas, faz amizades, dá um pouco de carinho e humanidade ao próximo. Como vemos em noticiários por aqui, várias pessoas vivem em um pleno declínio sócio-politico, sem o apoio do Desgoverno. O filme foi premiado (de forma polêmica!) com três Oscars principais, Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Atriz para Francês MacDormand, que deu um show ao fazer a Fern. A atriz recebeu seu terceiro Oscar (quem sabe ela bate o recorde e se iguala com Katherine Hepburn, que ganhou quatro estatuetas douradas?).

Rolling Stones - Shine A Light

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O mundo do Rock ficou triste com a morte de Charlie Watts. Um músico incrível e discreto, para os padrões nada ortodoxos dos Rolling Stones. Goste você ou não, a banda, ao lado do Watts, que contém Mick Jagger, Keith Richards e Ron Wood, é a mais ativa da história. Com shows pra lá de energéticos e levantando multidões mundo afora, virou personagem de documentários e filmes. Entre esses, está o famoso Shine A Light, dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese. O diretor sempre brinda suas obras com clássicos do Rock, especialmente os Stones. E não poderia ser melhor, ao filmar dois dias de apresentações, no Beacon Theater, em Nova York, com o Mestre de cerimônia, o ex-presidente Bill Clinton. O filme também foi dedicado ao dono da Atalntic, Arhmet Etergun, que sofreu uma queda num dos dias do show e morreu a caminho do hospital. Dito isso, vamos ao filme-show. A banda, acompanhada por músicos de apoio, tocaram clássicos como Satisfaction, Jumping Jack Flash, Sympathy for...

Chorão - Marginal Alado

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Ídolos não são Deuses indestrutíveis. São seres humanos, tem forças, mas tem suas fraquezas. E o preço da fama é alto demais para todos. Às vezes, trágico e cruel. Foi o que aconteceu com Chorão. Considero ele o Axl Rose do Rock Brasileiro. Com sua pose de Durão, ele fala e canta verdades com seu Charlie Brown Jr. Ao lado de Champignion, Marcão e Pelado, a banda tomou conta do rock brazuka e popular  com direito a passos de skate do vocalista. Esse é um dos focos do documentário Chorão: Marginal Alado, do diretor Felipe Novais, com várias imagens de arquivo e entrevistas de quem conviveu com o cantor. Rick Bonadio, Champignion, Marcão, João Gordo, além da sua mulher e filho, falam como é a vida do Chorão e CBJR dentro e fora dos palcos. Mas, também tem o lado sombrio, dos últimos anos dele, até seu fim trágico, em 2013 (que também levou seu parceiro Champignion, seis meses depois). Hoje em dia, não tem mais Rock Brasileiro nas paradas de sucesso, num ambiente tomado por...

Lemmy - A Febre da Linha Branca

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"Essas coisas de vírus vão continuar se fortalecendo porque a cada cinco anos surge uma cepa nova com a qual ninguém tinha contado, e um dia um desses vírus vai matar metade do planeta". Essa frase poderia ser de um estudioso de ciência medicinal, mas quem falou (e escreveu) foi, ninguém menos do que, Lemmy Kilmister, em 2002. Podem falar o que quiserem. Eu já falei sobre ele um monte de vezes. Ícone do Rock, nazista, comedor, bêbado... Eu prefiro chamá-lo de Profeta. Toda sua história, ele mesmo escreveu, em 2002, na sua autobiografia, intitulada A Febre da Linha Branca, ao lado da jornalista Janiss Garza, publicado aqui pela Belas Letras. Com prefácio do Lars Ulrich, o livro mostra a vida do ícone, desde seu nascimento  na véspera de Natal, em 1945, seu primeiro contato com o Rock, quando foi roadie do Jimi Hendrix, sua entrada no Hawkwind, até a criação do Motorhead. Ele mostrou que não tem papas na língua, ao condenar a indústria musical, seus excessos, suas m...

Tempos bons de Virada Cultural

Houve uma época, em que a cidade de São Paulo fazia, todos os anos, a Virada Cultural. Com certeza, o paulistano tinha, por opção, escolher o que fazer, durante 24 horas de eventos culturais. Se, hoje em dia, tanto por causa da pandemia, ou por má administração, não temos mais s Virada, temos que nos contentar com lives meia-boca. Em 2010, resolvi desafiar as leis da minha família (enlutada pela morte da minha mãe, em 2009) e fui ao Centro da cidade conferir um dos eventos. Como estavam fazendo um festival de Rock, fui conferir. Apesar de perder uma das primeiras atrações, que foi a banda formada por membros do Mothers of Invention, de Frank Zappa, assisti a apresentação da Patrulha do Espaço. A banda estava muito afiada, principalmente o Rolando Castello Junior, baterista e fundador da banda, uma lenda viva do Rock pesado brasileiro, ao tocar com Made In Brazil e ter na Patrulha o ex-Mutante Arnaldo Baptista. No show, teve vários vocalistas revezando nas músicas, sendo que o então sau...

Zé do Caixão - Maldito

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"Você! Você! E todos vocês!" É com essa icônica frase que introduzo sobre esse livro de um dos maiores (e injustiçados) nomes do cinema brazuka: José Mojica Marins. Ou melhor, Zé do Caixão (Coffin Joe, no Exterior), lançado pela Darkside Books e escrito por André Barcinski e Ivan Finotti, em 1998. Pra quem conhece o Zé nos programas de TV, não sabem que ele viveu aos trancos e barrancos, desde sua sofrível infância em São Paulo, quando conheceu o cinema e o terror. Foi então que ele, com toda sua criatividade, criou diversos filmes, que se tornaram obras maiores, como A Meia-Noite Levarei Sua Alma e Esta Noite Eu Encarnarei no teu Cadáver. Embora ele ficasse conhecido, sua vida, tanto financeira e pessoal, não estava muito bem. Vivia sempre pulando a cerca, bebendo muito, passando por perrengues, chegando ao cúmulo de se candidatar à política. A Censura vivia pegando no seu pé. Seus filmes que dirigia (no livro, tem uma filmografia de todas as produções do Mojica)...