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Filmation - Eles tinham a força

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Mais um capítulo da série sobre os estúdios de animação americana. E hoje vamos falar da Filmation, fundada em 1962 por Lou Scheimer e Hal Sutherland. Lou convidou Hal, que trabalhava na Larry Harmon Pictures, para ser seu sócio de um desenho educativo chamado Rod Rocket. Nessa época estavam produzindo uma série baseada na vida de Cristo. Com o dinheiro, criaram o estúdio True Line, que, mais tarde, virou Filmation. Entre suas contribuições, estavam a série animada do Superman, Aquaman, Batman. Em 1968, lançaram The Archie Show. Com o sucesso das séries, a Filmation se tornou concorrente da Hanna-Barbera e DePatie-Freleng Enterprises. Depois, seguiram com Star Trek, Flash Gordon, Os Fantasmas, e os mais bem-sucedidos desenhos animados He-Man e os Defensores do Universo e She-Ra, fazendo sucesso nos anos 80, principalmente no Brasil, quando foram exibidos na Globo. Além dos desenhos, fizeram live-actions do Shazam! e A Poderosa Ísis. Outros desenhos tiveram assinatura da Fil...

Famous Studios - o show tem que continuar

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Mais um capítulo da série sobre estúdios de animação. E hoje vamos falar do Famous Studios, criado em 1942, após a Paramount comprar a Fleischer Studios, dos irmãos Max e Dave Fleischer. O então novo estúdio manteve os cartoons do Popeye e Superman, e também criou Gasparzinho O Fantasminha Camarada, Luluzinha, Huguinho O Bebê Gigante, Herman & Katnip, além da série Noveltoons. Eu 1955, o Famous vendeu os direitos do Popeye para a A.A.P (Associated Artists Productions), que tinha também os desenhos do Looney Tunes, distribuídos pela United Artists. Já o Superman foi vendido para a National Comics, que mais tarde, se tornou a DC Comics.  Em 1956, o Famous mudou o nome para Paramount Cartoon Studios, mais tarde virou Paramount Animation.  Em 1958, vendeu o restante das animações para a Harvey Comics. No final de 1967, foram inúmeras tentativas para o Famous sobreviver, mas o estúdio foi fechado. Atualmente, os desenhos da Harvey Comics são de propriedade da Dreamw...

Fleischer Studios - o sonho estava apenas começando

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Dando continuidade à série sobre os estúdios de animação, vamos à um dos pioneiros: Fleischer Studios, fundado pelos irmãos Max e Dave Fleischer, em 1921, em Nova York. Durante anos, foram concorrentes diretos de Walt Disney. O auge veio com os desenhos da Betty Boop, Koko O Palhaço, Bimbo, Popeye e Superman, e esses cartões eram famosos pela abordagem brusca mas sofisticada, focada em surrealismo, humor negro, elementos adultos e sexualidade. Apesar de serem cômicos, eram maliciosos e urbanos, reflexos da época da Grande Depressão de 1929, assim como do estilo do Expressionismo Alemão. Betty Boop foi um ícone dos anos 20 do século XX. A série do Popeye foi produzida por Max e dirigida por Dave. A empresa inovou na produção de cartões de qualidade, com a ajuda da rotoscópia, antes mesmo da empresa surgir, inclusive com a adição de primeiras cenas sonoras, antes do Vapor Willie, de Walt Disney. Até mesmo focaram no estilo cartunesco e maleável nos desenhos do Popeye e no Sup...

Ruby-Spears - além da Hanna-Barbera

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Hoje, vamos fazer uma série especial sobre os estúdios de animação dos EUA, que fizeram história no entretenimento. Um desses estúdios foi a Ruby-Spears Productions. Foi criado em 1977 pela dupla Joe Ruby e Ken Spears, recém-saídos da Hanna-Barbera, nos quais trabalharam como editores de áudio e roteiristas de diversos desenhos, como Space Ghost, Os Heculóides, além de terem criado Scooby Doo, Cadê Você?. O motivo de terem saído é porquê "estavam tendo dificuldades de subir". Além disso, também trabalharam do estúdio DePatie-Freleng Enterprises. Além de criarem a RS, também foram executivos da rede ABC, supervisionando a programação de sábado. O chefão da rede queria criar uma competição para a Hanna-Barbera. O primeiro sucesso da Ruby-Spears foi The Puppy Who Wanted a Boy. O auge veio com Bicudo - O Lobisomem, O Homem-Borracha, Thundarr - O Bárbaro (favorito da dupla), Alvin e Os Esquilos, Mister T, Os Centuriões, a versão de Super-Homem, a série animada da Louca...

Sextou com Rock e Blues no Sesc

Um dia depois do outono estrear seu ano, o paulistano resolveu enfrentar a hora do rush, depois do expediente para conferir a apresentação do Pepe Bueno, e sua banda Os Estranhos, em pleno Sesc Belenzinho. Como era de costume, todo show era realizado na comedoria do complexo. Porém, era a vez do teatro do Sesc realizar tal proeza de fazer o show. Ao adentrar no 3o andar, vemos a cafeteria encher de gente, enquanto aguardavam as atrações. Um dos ilustres convidados a chegar ao local era, ninguém menos que, Luíz Thunderbird, com seu acompanhante. Chegando na porta do teatro, vemos a mesa de merchands, cujos produtos eram as camisetas d'Os Estranhos, o CD solo do Pepe Bueno, o CD de estreia da banda Pedra (N.R.: não é Pedra Letícia!), os CDs da Patrulha do Espaço e o Vinil do Compacto, também da Patrulha. Segundo o vendedor, só haviam 3 unidades do LP à venda. Chegando a hora de abrir os portões, o público se adentrou e sentou em seus respectivos lugares. Um dos presentes era Xando Zu...

Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia (1977)

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Pra quem acha que Tropa de Elite abordava a corrupção policial e o surgimento das milícias, saibam que, em 1977, Lúcio Flávio - O Passageiro da Agonia foi bem mais além do que havia imaginado. Hector Babenco foi profundo ao contar a história do bandido mais ousado que o país já conheceu. Com o roteiro escrito por José Louzeiro (que escreveu o livro, que dá o nome do filme), Lúcio Flávio se tornou conhecido por seus assaltos à bancos e de fugas espetaculares, sejam em prisões ou da polícia. Numa época em que a Ditadura organizou uma espécie de equipe de investigadores, conhecida como Esquadrão da Morte, cuja intenção é combater o crime à margem da lei. Isso tudo envolve assassinato, corrupção policial e tortura. O elenco foi composto por Milton Gonçalves, Paulo César Pereio, Lady Francisco, Grande Otelo, José Dumont e Stepan Nercessian. O filme ganhou 4 kikitos do Festival de Gramado, como Melhor Ator, Ator Coadjuvante (Ivan Cândido), Fotografia e Edição. E foi escolhido com...

Eles Não Usam Black-Tie (1981)

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Em 1958, Gianfrancesco Guarnieri criou a peça Eles Não Usam Black-Tie, cujo tema aborda a greve e a vida operária em São Paulo. O sucesso fio imediato, fazendo com que o Teatro de Arena saísse da falência. Anos depois, o diretor Leon Hirszman resolveu adaptar a peça para o cinema, em 1981, numa época em que o Brasil, ainda, estava sob o regime militar. A trilha sonora foi composta por Adoniran Barbosa. Guarnieri, que, na peça, vivia o Tião, no filme, interpretou o Otávio, pai do Tião, que fora vivido por Carlos Alberto Riccelli. No elenco, estavam Fernanda Montenegro, Bete Mendes, Milton Gonçalves, Francisco Milani e Anselmo Vasconcelos. Um movimento de trabalhadores faziam greve numa empresa, na qual Otávio trabalhava com seu filho, Tião. O rapaz era namorado de Maria, que fica grávida, e os dois resolvem se casar. Para não perder o emprego, Tião fura a greve, que seu pai liderava, e inicia um conflito familiar, se estendendo à assembleias e piquetes. O filme se tornou um ...